Saúde, a grande vilã da nossa economia doméstica - Diário de Santa Maria

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Coluna Finanças pessoais08/06/2017 | 14h01Atualizada em 08/06/2017 | 14h01

Saúde, a grande vilã da nossa economia doméstica

Colunista analisa os itens da inflação em Santa Maria neste ano

Em outras colunas, já mencionei que os consumidores têm capacidade de ordenar sua cesta de consumo de acordo com suas preferências, porém, nem sempre isso é feito de acordo com o desejo de quem consome.

Por exemplo: nossa saúde _ física ou mental _  é condicionadora da qualidade de vida. Por isso, nossas escolhas sofrem forte influência do nosso "estado de saúde". Preços dos medicamentos, planos de saúde, exames e internações hospitalares são sempre direcionadores de consumo.

Foto: pixabay / pixabay

Neste artigo, vou falar um pouco sobre o comportamento dos preços dos itens que compõem grupo Saúde e Cuidados Pessoais no Índice do Custo de vida de Santa Maria (ICVSM – Unifra), que mede a inflação da cidade.

O grupo com maior aumento de preços em 2017 foi o da Saúde, ficando atrás apenas da Educação (até este mês). Para ser mais exato, enquanto alguns grupos tiveram aumentos moderados _  Alimentação (+1,44%), Habitação (1,66%), Artigos de Residência (+0,29%), Vestuário (+1,87%), Despesas Pessoais (+2,49%) e Comunicação (+0,54), a Saúde e Cuidados Pessoais apresentou inflação acumulada, de janeiro a maio de 2017, de +5,54%. Ou seja, a Saúde é a grande vilã, até o momento, da inflação do ano em Santa Maria.

Podemos destacar aumentos expressivos e muito acima da inflação nos planos de saúde, onde a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste de até 13,55% sobre alguns planos médico hospitalares, individuais e familiares, no período de maio de 2017 a abril de 2018. Segundo a ANS, esse percentual é válido para determinados planos de saúde que representam 17,2% do total de 47,5 milhões de consumidores destes. Cabe aqui salientar que a inflação oficial (IPCA) registrada no ano passado (2016) foi de +6,29%, o que demonstra que o aumento foi mais que o dobro da inflação do período anterior.

Os medicamentos tiveram aumento autorizado pela Anvisa em 1º de Abril (data sugestiva) no montante de +4,76%, valor que, mesmo abaixo da inflação do período passado, traz consigo uma carga de reajustes de anos passados bastante significativa: 2016 (+12,5%), 2015 (+7,7%) e 2014 (+5.68%).

Com restrições de escolha dos bens a serem adquiridos (além da orçamentária), nós, consumidores, acabamos por sofrer a maior inflação naqueles itens relativos a nossa Saúde, que temos como indispensáveis à sobrevivência, acima mesmo da Habitação, Alimentação e Vestuário. 

Umas das máximas de Schopenhauer continua valendo: "O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem".

 
 

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