Após fechar novo contrato com o Exército, KMW abre seleção de emprego - Diário de Santa Maria

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Empresas23/05/2017 | 10h30Atualizada em 23/05/2017 | 10h30

Após fechar novo contrato com o Exército, KMW abre seleção de emprego

Empresa receberá R$ 200 milhões para fazer a manutenção e a modernização dos blindados por 10 anos

Após fechar novo contrato com o Exército, KMW abre seleção de emprego Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Quando decidiu instalar sua filial brasileira em Santa Maria, em 2011, a fabricante alemã de blindados Krauss-Maffei Wegmann (KMW) tinha planos de curto, médio e longo prazo na cidade, pretendendo ficar por décadas.

Depois de concluir o primeiro contrato de 5 anos para manutenção dos 220 carros de combate Leopard 1 A5, a KMW recebeu uma ótima notícia: o Exército assinou o contrato para manutenção e modernização dos Leopard, dos blindados antiaéreos Gepard 1 A2 e de seus simuladores pelos próximos 10 anos.

Esse contrato prevê gasto de até 60 milhões de euros (R$ 220 milhões) até maio de 2027, por parte do Exército.

– Esse contrato de longo prazo reflete a confiança do Exército na empresa e é ótimo para a cidade, pois vai reter aqui profissionais altamente qualificados – diz Christian Böge, gerente geral da KMW do Brasil.


SELEÇÃO DE EMPREGO

Hoje, a KMW tem 40 funcionários em Santa Maria, onde é a sede da empresa para atender toda a América do Sul. Na semana passada, ela abriu seleção para mais quatro empregos: duas para técnico de manutenção de simuladores e duas para mecânico (uma para Leopard e outra para o Gepard)

Os interessados em concorrer devem cadastrar seus currículos no site www.futurasm.com.br, onde há os requisitos para disputar as vagas. Nos próximos meses, a KMW fará novas contratações, mas o número de novas vagas ainda será definido.

Sede da KMW, às margens da BR-287, a 3 km da Ulbra Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Comentário do colunista Deni Zolin:

"A crise na economia e imprevistos fizeram a KMW adiar alguns planos para Santa Maria e o Brasil. Pelo projeto inicial, a empresa alemã já pretendia ter, em 2017, aqui na cidade, de 200 a 500 funcionários. Porém, os planos de expansão seguem, mas agora a médio prazo, devido ao momento delicado do país. O custo do contrato parece elevado, mas é inevitável o Brasil investir em defesa. Além disso, com esses R$ 220 milhões em 10 anos, o Exército manterá modernizados e dará sobrevida a esses blindados, evitando de gastar bem mais na compra de novos – e evitará que fiquem parados por falta de manutenção.

Esse contrato de 10 anos é excelente para a empresa, pois dá a garantia de receita e um fôlego para ela definir futuras expansões e novos projetos e produtos, não só para o Brasil, mas para toda a América do Sul. O foco será agora na manutenção e modernização dos carros de combate do Exército, além do desenvolvimento de simuladores. Ainda existe a chance de a francesa Nexter, que faz parte do grupo da KMW, instalar-se em Santa Maria, gerando mais empregos e ampliando o portfolio de produtos, pois ela produz robôs e munições. A KMW não abandonou os planos de fabricar blindados aqui, mas isso ficará para o futuro a médio e longo prazos."
Deni Zolin, colunista do Diário



 
 

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