OPINIÃO: Todos por um mundo melhor - Diário de Santa Maria

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Artigo12/10/2017 | 16h16Atualizada em 12/10/2017 | 16h16

OPINIÃO: Todos por um mundo melhor

Há 30 anos, Renato Russo já gritava para que tivéssemos um outro olhar para a humanidade

Rose Carneiro
Rose Carneiro

Quem me dera, ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante. A frase faz parte da letra da música do Legião Urbana, integra um disco lançado em 1986, mas parece um desabafo superatual. Há 30 anos, Renato Russo já gritava para que tivéssemos um outro olhar para a humanidade. O tempo passou e hoje, parece, estamos mais preocupados em dar opinião do que ter atitude. E, aí, tem outra música do mesmo Renato Russo “... mudaram as estações, nada mudou...”. Será?

Foto: Elias

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Mudou, sim. Se paramos para pensar, se estamos inconformados com o mundo em que vivemos, mudou, sim. Penso no mundo como uma enorme embarcação, estamos todos nesse barco. Se a humanidade está desgovernada, o barco também anda nesta tempestade. E só vai retomar o rumo quando estiver em harmonia. Somos solidários em tudo o que está acontecendo, a falta de empatia, de indulgência, de amor, de compreensão. E temos consciência disso, temos, sim. Se olharmos somente para a parte do copo vazio, não conseguiremos ver, é preciso ter outro olhar.

Precisamos olhar também para o que de bom, de bem está acontecendo. Tantas pessoas sendo solidárias com quem nem conhecem. Tanta gente olhando para outro continente para ajudar, estender a mão. Tantos dividindo sofrimentos para que a dor se torne carregável. Por que preferimos olhar sempre e somente para a tragédia? Será que a proporção é maior? Será? 

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Por que não nos apegamos aos bons exemplos, às atitudes de bem? Por que uma história triste contamos e recontamos incontáveis vezes, mas não damos divulgação alguma para o projeto solidário e solitário do nosso vizinho que empresta o seu conhecimento para ajudar uma escola, um lar?

Confesso que não tenho tido saúde mental nem física para dar eco às infelizes atitudes do ser humano, em qualquer campo. Não que eu esteja alienada aos acontecimentos. Pelo contrário. Só procuro ter outro olhar. E eu imagino que este movimento pode criar uma energia do bem, que motiva, que incentiva, que muda o pensamento e que pode mudar o leme.

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Mas e aí, quem é o mais simples e o mais importante? No meu humilde ponto de vista, as crianças. Não, não é porque estamos no mês de outubro. A dedicação a elas deve ser de janeiro a janeiro. O futuro da humanidade está nas mãos desses pequenos seres brilhantes. Inteligentes e de um coração imenso, tanto quanto seu senso de justiça.

Mas o que nós podemos fazer pelas nossas crianças? Possibilitar que tenham uma educação de qualidade. Olhar para as escolas, para os educadores, dar o melhor para essa geração. E quando eles não estiverem na escola, possibilitar que tenham acesso à arte, à cultura, ao esporte, para que não se percam na escuridão em que transformamos o mundo. Para que não se guiem pelo caminho das drogas e da violência. Para que usem suas inteligências, suas emoções, suas sensibilidades, suas inquietações no que pode dar prazer longe da dor: a música, o teatro, a dança, a pintura, a escultura, o xadrez, o futebol, o vôlei... Elas tem a chave para um mundo melhor. Simples assim. Sempre.


 

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