Adoçantes artificiais: vilões ou alternativas ao açúcar - Diário de Santa Maria

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Coluna Vida e Saúde22/08/2017 | 11h52Atualizada em 22/08/2017 | 11h52

Adoçantes artificiais: vilões ou alternativas ao açúcar

Colunista mostra pesquisa que fala dos riscos do produto e guia o consumidor dos tipos de adoçantes naturais e artificiais

O simples e importante ato de comer Arte Rafael Guerra/

Sobre o que são e como são processados e seus possíveis efeitos negativos no organismo, é importante refletir sobre o consumo desses produtos que "adoçam" não necessariamente a saúde, mas causam sérios problemas.

 

Foto: pixabay / Reprodução

Algumas evidências sugerem que os adoçantes artificiais podem estar associados ao ganho de peso, contrariando uma das muitas razões por trás da introdução deles.

Estudos prévios sugeriram que adoçantes artificiais podem interferir com a habilidade do organismo de metabolizar açúcar, com a microbiota intestinal, e com o controle do apetite. Alguns estudos em animais relataram que a exposição em longo prazo pode aumentar o consumo de alimentos, o ganho de peso e a gordura corporal.

ESTUDO
Para tentar explicar esse paradoxo, uma equipe da University of Manitoba (Canadá), analisou os resultados de sete ensaios de alta qualidade envolvendo 1.003 pessoas que foram acompanhadas por uma média de seis meses e descobriram que as evidências desses estudos controlados randomizados não demonstram claramente que os adoçantes artificiais são benéficos para controle do peso.

Estudos observacionais mais longos, porém menos rigorosos, sugeriram uma ligação entre o consumo de rotina de adoçantes não nutritivos e um aumento, em longo prazo, no índice de massa corporal (IMC), e um maior risco de maior risco de diabetes, doença cardíaca, e hipertensão.

  • A indústria defende o uso de vários tipos de adoçantes colocando que há poucas evidências para que haja restrição de forma radical desses produtos e refere que são necessários para a conservação dos alimentos. Gavin Partington, diretor-geral da British Soft Drinks Association, disse: "Adoçantes de baixa ou nenhuma caloria têm sido demonstrados como seguros por todas as autoridades de saúde no mundo, incluindo a European Food Safety Authority"

    Para todos, indistintamente, independente de idade, sexo, e condição de saúde ou doença, nada substitui a alimentação natural, sem aditivos, conservantes, e adoçantes. Para gerar energia em nosso organismo os carboidratos e ou açúcares presentes naturalmente nos alimentos substituem e substituirão sempre todos esses "doces" que possivelmente acarretarão alguns prejuízos na saúde de todos

Conheça os tipos de adoçantes


  • ADOÇANTES NATURAIS


    São três os tipos de adoçantes produzidos com elementos naturais:

     Sorbitol – Extraído de algas marinhas e frutas (maçã e ameixa) adoça 50% mais que a sacarose (açúcar refinado) e possui 4 Kcal/g. Contraindicação: apresenta ação laxativa. Seu uso mais comum é em produtos como geleias, biscoitos, gomas de mascar, refrigerantes, balas e panetones.

    Frutose – Mais doce que a sacarose cerca de 170 vezes. Extraído do mel e de frutas, a frutose tem 4Kcal/g. Diabéticos devem limitar o consumo, pois eleva os níveis de açúcar no sangue e pode provocar cáries.

    Esteviosídeo (stévia) – Não contém calorias e conta com poder adoçante 300 vezes maior que o açúcar refinado. Cuidado para não comprar a Stévia associada a outro adoçante artificial, como ciclamato de sódio. A Stévia pura deixa sabor residual amargo.

    Polióis ou açúcar alcoólico (maltitol, sorbitol, manitol, eritritol, xilitol) – adoçam cerca de 60% mais que a sacarose e podem ser usados por diabéticos moderadamente. O problema é que podem causar inchaço, gases e diarreia, pois os açúcares podem não ser absorvidos pelo intestino.

     
  • ADOÇANTES ARTIFICIAIS

    São frequentemente encontrados em uma ampla variedade de produtos, de refrigerantes a iogurtes, e até mesmo em analgésicos infantis.

    Ciclamato de sódio – É um dos piores adoçantes artificiais que existem. Provém do ácido ciclo hexano sulfâmico derivado do petróleo.  Vários estudos associam esse tipo de adoçante com tumores cancerígenos (a hidrólise do ciclamato, no trato digestivo, pode produzir uma substância carcinogênica), por isso é proibido em vários países (França, EUA e Japão, por exemplo).

    Sacarina – O mais antigo dos adoçantes adoça cerca de 200 vezes mais que a sacarose, mas deixa um gosto residual amargo e metálico. Sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, a sacarina é derivada do petróleo. Estudos ligaram a sacarina ao aparecimento de tumores na bexiga, por isso seu uso foi limitado pelos órgãos competentes. Além disso, possui sódio, sendo contraindicado para hipertensos.

    Sucralose – Feita a partir da sacarose (extraída da cana de açúcar), a sucralose leva em sua composição moléculas de cloro, o que não permite que seja absorvida pelo organismo (ela é eliminada por completo em 24 horas através da urina). Ela adoça cerca de 600 vezes mais que a sacarose e não tem calorias. Até o presente momento, não apresenta contraindicações. Por não possuir sabor residual amargo, a sucralose é amplamente utilizada em produtos diet, zero e light.

    Acessulfame-K (acessulfame potássio) – É um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético (vinagre) que adoça cerca de 200 vezes mais que o açúcar refinado. São usados de forma variada, principalmente em confeitos, indústrias de panificação, produtos lácteos e bebidas.

    Aspartame –  É o pior dos adoçantes artificiais para saúde tem 92 efeitos negativos colaterais já catalogados. Com valor calórico de 4Kcal/g e alto poder adoçante (cerca de 220 vezes mais que a sacarose). Doenças degenerativas podem ser agravadas com o uso prolongado de aspartame, como Alzheimer, Parkinson e retardo mental, agravamento de lúpus, diabetes, fibromialgia, tumores cerebrais e esclerose múltipla, como também ataques de pânico, alterações de humor, episódios de mania e alucinações visuais; náusea; reações alérgicas alimentares; dores de cabeça, enxaquecas; diabetes sendo que (o aspartame em indivíduos diabéticos pode favorecer as complicações como neuropatia, retinopatia, catarata e pode provocar mal controle glicêmico em quem faz tratamento); espasmos musculares; irritabilidade; ganho de peso; perda de audição, depressão, e alterações endócrinas como aumento de cortisol e prolactina entre outros. Gestantes devem evitar o consumo.

    Não bastassem todas as complicações é contraindicado para gestantes. O cérebro do feto, ainda em formação, consegue absorver cinco vezes mais as substâncias tóxicas do aspartame, o que pode lesionar seu sistema nervoso. Ainda é contraindicado para os portadores de fenilcetonúria (incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina), uma anomalia rara que geralmente é diagnosticada através do teste do pezinho.


    OBSERVE NA HORA DA COMPRA

    Os nomes e os tipos (artificiais ou naturais) dos edulcorantes (adoçantes) que estão presentes no produto;

    • _ A orientação "consumir preferencialmente sob indicação de nutricionista ou médico";

    • _ O alerta "contém fenilalanina" para os adoçantes que tiverem aspartame na composição

    • _ O valor energético (Kcal) em medidas práticas tais como: colher de café, de chá, gotas, por tablete, por envelope, juntamente com seu poder adoçante em relação ao da sacarose



 

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