Pais, é preciso ter tolerância com os avós - Diário de Santa Maria

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Coluna Vida e Saúde17/07/2017 | 14h05Atualizada em 17/07/2017 | 14h05

Pais, é preciso ter tolerância com os avós

Colunista convida pais, genros e noras a uma reflexão

Tenho lembranças boas de meus avós, mas recordo que era uma relação um tanto distante _ pela questão geográfica, em relação aos pais da minha mãe, e cultural, em relação aos pais de meu pai. Até hoje, quando critico alguém ou alguma coisa, recebo corneta da família de que pareço com uma das minhas avós... 

... mudando o foco para os avós de meus filhos e os outros que observo por aí. Esse texto convida os pais a uma reflexão são os avós que são cada vez mais presentes na vida de seus netos e sobre a difícil relação de compreensão/entendimento entre eles e os pais dos pequenos, ou seja, nós mesmos, filhos, genros e noras. 

Foto: Arte/Pixabay / Pixabay

Pais, vocês já pararam para observar a relação do seu pai ou de sua mãe com o seu filho? Vou descrever algumas cenas que tenho observado ultimamente: 

O avô esquece a dor nas costas e sai a brincar de cavalinho com o neto. A dupla relincha e dá gargalhadas que enche a casa de alegria.

A neta pinta a vaidosa avó com batom vermelho, sombra verde, ruge bem marcante. Ao final, a aspirante a maquiadora quer registrar o serviço. A avó deixa-se flagrar do jeito que estiver sem se preocupar em destacar o melhor lado para o retrato. E a dupla envia a foto para o whats da família e vira o assunto do dia.

A avó passa o dia na frente da TV, quase não se mexe. Mal levanta para comer e ir ao banheiro. Basta a chegada dos dois netinhos para a cena mudar completamente. As feições até então sisudas da senhora dão lugar a um sorriso quase que constante, seja ele mais retraído ou mais largo. A vovó recupera a energia adormecida e põe-se a brincar, faz um vaivém pela casa atrás dos pequenos.

Recordo de um avô de cabeços brancos e rosto bem marcado pela idade em uma festa. Durante quase duas horas do evento, ele ficou com o bebê no colo. Acho que a criança tinha pouco mais de sete ou oito meses. Quando devolveu aos pais, percebi que alisava os braços, sem disfarçar a fadiga e as dores provocadas pelo peso da criança, mas emergia o orgulho e a faceirice da frase que o vovô repetia para quem estava ao redor: "Ele só fica quietinho no meu colo".

Convido os pais a observar os avós pelos corredores dos colégios. Chama a atenção o carinho e a paciência com que tratam seus netos. Não encontro um olhar de desaprovação deles diante de um comportamento mais fora dos padrões por parte dos netinhos. 

Para quem gosta de filmes, veja esta lista de alguns que tratam da relação entre avós e netos. 

Obviamente que, nessa relação próxima com os netos, muitas vezes, os avós vão desautorizar os pais, vão ceder às chantagens dos pequenos, não seguirão a cartilha dos pais e, algumas vezes, podem cair em contradição e até mentir para "proteger" o netinho malandro.

Antes de reagir, pondere se esse comportamento é nocivo para a criança? Sugiro ver o vídeo abaixo que fala dessa relação e das brincadeiras e das emoções que unem as gerações. 

Aos pais que tiveram avós presentes e carinhosos, duvido que não venham, na memória, as boas lembranças daquele tempo que não volta mais. Relembre quando você era a criança e mandava na casa deles, quando seu avô e sua avó eram os seus melhores amigos. 

Então, um recado a nós, pais: vamos deixar os avós darem uma "estragadinha" nos pequenos. Depois, a gente "conserta" em casa.


 
 

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