Moradores de Vila de Camobi enfrentam problemas antigos - Diário de Santa Maria

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Diário nos Bairros17/07/2017 | 08h40

Moradores de Vila de Camobi enfrentam problemas antigos

Vila Estação Férrea, em Camobi, reúne 100 famílias. Região sofre com alagamentos e falta de abrigo nos pontos de ônibus

Moradores de Vila de Camobi enfrentam problemas antigos Lucas Amorelli/New Co DSM
Vila Estação Férrea existe há quase três anos, mas os problemas com alagamentos e paradas de ônibus já são antigos Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

A Vila Estação Férrea, no bairro Camobi, existe há quase 3 anos em Santa Maria. É uma das mais novas vilas da cidade. Tudo começou em um leilão, em que um antigo funcionário da Viação Férrea comprou as terras que eram consideradas de área rural. Desde 2013 ele começou a vender os lotes dos terrenos separados. Hoje, mais de 100 famílias moram no local, que conta com todos os serviços básicos. As ruas Francisco dos Santos Machado, Travessa Lobo da Costa e Travessa Cooperativa compõem a vila, localizada na região leste da cidade.

De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Antiga Estação Férrea de Camobi, Altair Flores, os documentos para a regularização da Vila Estação Férrea já estão no Executivo.

– O Núcleo Indisciplinar e de Interação Jurídica Comunitária, do departamento de Direito da UFSM, nos ajudou com a documentação e agora só estamos esperando uma resposta da prefeitura – afirma.

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Desde 2015, um grupo de moradores faz mutirões para a limpeza da sede da associação. O imóvel é um bem público e pertence à prefeitura, porém, reuniões e outras ações são todas realizadas no antigo prédio da Gare de Camobi. O prédio fica aberto aos finais de semana para visitação, e está localizado no quilometro 306,517 da ferrovia.

Mas dentre alguns problemas, os moradores têm duas grandes preocupações. A Rua Francisco dos Santos Machado e a Travessa Lobo da Costa ficam alagadas em dias de chuva. Conforme os moradores, a canalização existente não dá vazão e, nas casas mais baixas, a água acaba entrando.

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Foi o que aconteceu na residência de Rosangela de Moura, 45 anos, com as fortes chuvas de abril. Ela e o esposo saíram para o trabalho e quando retornaram, a parte dos fundos estava completamente alagada. A água também invadiu a parte de dentro da casa.

– Não deu tempo de fazer quase nada. Colocamos os cachorros para a parte da frente de casa, que não tinha muita água, e conseguimos levantar o freezer e a geladeira. Todos os meus móveis molharam – conta.

Rosangela mora na Travessa Lobo da Costa, e conta que a água chegou a atingir 1 metro na parte dos fundos de sua residência.

Rosangela perdeu quase todos os móveis nas chuvas de abril Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Esgoto

 Os moradores da Rua Francisco dos Santos Machado também são atingidos. O armazém do comerciante Fernando Pires da Rosa, 37 anos, fica alagado com as chuvas. Em frente ao bar dele, também tem um esgoto a céu aberto.

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– Quando alaga a rua, vem todo o esgoto aqui no armazém. Além de sujar tudo, tem o cheiro forte e o risco de doença – reclama Machado.

Moradores têm de esperar o ônibus sob sol e chuva

Moradores têm de esperar o ônibus sob  sol e chuva Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Outro problema na Vila Estação Férrea é o ponto de ônibus sem abrigo, na Avenida João Machado Soares, em frente à Igreja Nossa Senhora da Glória. Só existe a placa com indicativo que ali tem uma parada. Em dias de chuva e de muito sol, os moradores não têm onde se abrigar.

Carla Rodrigues trabalha no Hospital da Unimed como copeira há dois anos, e nos plantões de final de semana, enfrenta os riscos do tempo. Ela também reclama da retirada da linha Carlos Gomes aos sábados e domingos, e do atraso, de até meia hora, para o ônibus sair do terminal.

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– Às vezes, eles atrasam no trânsito. Mas na maioria das vezes, eles saem atrasados da Base Aérea – diz.

Carla contou à reportagem que só foi avisado aos moradores uma semana antes que a linha Carlos Gomes deixaria de passar aos finais de semana. E toda vez que ela questiona os motoristas pelo atraso, a resposta é sempre a mesma:

– Eles dão a desculpa que o trânsito estava intenso – declara.

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Mesmo que esses problemas também existam em outras regiões da cidade, para os moradores da Vila Estação Férrea, os alagamentos nas ruas e o ponto de ônibus sem abrigo precisam de uma solução rápida.

O que diz a ATU:

Conforme o gerente operacional, Cristian Andretta, foi feito um remanejo e reaproveitamento das linhas de ônibus. A linha Camobi via Ferrari está fazendo o itinerário da linha Carlos Gomes aos finais de semana. E os moradores não precisam se deslocar, pois o transporte passa nos mesmos pontos. As alterações foram feitas há mais de dois anos. 

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Cristian diz que muitos atrasos acontecem devido ao trânsito congestionado. Sobre o fato de os ônibus não saírem no horário indicado da Base Aérea, Cristian diz que uma reclamação deve ser feita à Associação de Transportadores Urbanos pelo (55) 3222-6222 ou no email contato@simsm.com.br.

O que diz a prefeitura sobre os alagamentos:

Em nota, enviada pela assessoria de imprensa da prefeitura, referente às ruas Francisco dos Santos Machado e Travessa Lobo da Costa, o Núcleo de Avaliação e Prevenção de Desastres (NAP-Desastres) informa que os dois locais estão incluídos no mapeamento que apontou 261 pontos de alagamento na cidade. Os locais estão dentro do planejamento da prefeitura para ações futuras, mas não há data para o serviço ser executado, já que a máquina (escavadeira hidráulica) que é usada para o trabalho está em atuação em outros pontos da cidade. 

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O que diz a prefeitura sobre a parada:

Também em nota, conforme a Secretaria de Mobilidade Urbana, após vistoria técnica foi verificado que não há abrigo de ônibus no local citado. A secretaria informa que estão sendo remanejadas estruturas de outras paradas da cidade e que será avaliada a possibilidade de realocar algum dos abrigos no endereço citado, mas não há prazo, já que o local conta com uma parada de ônibus com cobertura em frente ao local de referência. Assim, é dado prioridade, primeiro, aos lugares em que não há nenhuma estrutura.

 

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