As crises externas também são internas - Diário de Santa Maria

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Coluna Sociedade21/06/2017 | 14h01Atualizada em 21/06/2017 | 14h01

As crises externas também são internas

Carolina Suplitz estreia hoje como colunista do Diário com uma reflexão sobre o momento que vivemos e a nossa responsabilidade pessoal e social

Mesmo não acreditando na perspectiva exclusivamente trágica sobre o momento que nós, humanidade, estamos vivendo, não há como negar estarmos diante de um período negativamente decisivo da nossa história. Há destruição ambiental, guerras, corrupção e pobreza pelo país e mundo afora gerando grande sofrimento.

Diante disso, aguardamos o surgimento de novos personagens, ideologias e ações, nos sentindo vítimas de tanta maldade. Mas, ainda que haja vítimas mais diretamente afetadas, não há verdadeiramente vítimas. Somos todos – uns mais, outros menos – responsáveis pela atual ou qualquer outra situação que nos é apresentada na vida.

Acredito que, assim como é no externo, é no interno; assim como é no macro, é no micro. E, se o contexto global é de muito sofrimento, assim também é no nosso íntimo, nas nossas vidas privadas e nas nossas relações sociais mais próximas. A diferença é que a crise global e nacional é midiatizada, enquanto que a crise interna, buscamos esconder. A primeira, inclusive, serve de escudo para não lembrarmos e refletirmos sobre a segunda.

Mas tanto uma como a outra precisam de atenção. É necessário que as olhemos, busquemos compreender e partamos para a ação. E uma depende da outra. A resolução de uma depende, necessariamente, da cura da outra. E se essa afirmação lhe parece estranha, reflita sobre as causas das grandes crises. Depois, busque as causas das causas. Inevitavelmente chegaremos no homem como causador primeiro de toda e qualquer ação que provoque dor ou injustiça. Homem que certamente está ignorando ou ocultando seus próprios conflitos internos. Ou você acredita que pessoas felizes exploram e roubam outras?

Por essa razão, ainda que seja importante olharmos para fora, o mais importante é focarmos no dentro. Até mesmo porque não há guerras somente entre as nações. Como estão as suas relações afetivas? E no trabalho, você convive em paz e harmonia com seus colegas, superiores e/ou subordinados?

Se queremos viver num mundo melhor, urgentemente precisamos olhar as nossas insatisfações e, o que é apenas uma conseqüência, as ações inconscientes que cometemos. Precisamos saber o que e porque estamos fazendo e o que estamos gerando. Um pequeno saco de lixo não separado, o financiamento – via consumo – de indústrias que danificam o meio ambiente e a discussão com o(a) companheiro(a) reverberam e afetam a todos. Especialmente, você mesmo, que, de inconsciência em inconsciência, pode acabar por se ver em meio a muita infelicidade.

Foto: pixabay / pixabay

Coincidência ou sincronicidade, o fato é que hoje, que publico meu primeiro texto neste espaço, é o Dia Internacional do Yoga. O Yoga é uma ciência milenar que visa despertar a consciência humana promovendo harmonia interna e automaticamente na sociedade como um todo. Nos próximos meses espero compartilhar o que tenho aprendido – e buscado viver – com o yoga, instituições, livros e mestres sobre as crises e desafios que enfrentamos nas nossas próprias vidas. 

O objetivo? Felicidade e mundo melhor para todos! Ainda que começando pelo que há de menor na vida de cada um de nós...

 
 

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