A busca pela melhor forma de ensino - Diário de Santa Maria

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Coluna Vida e Saúde28/06/2017 | 12h16Atualizada em 28/06/2017 | 12h16

A busca pela melhor forma de ensino

Colunista questiona: qual a melhor escola? A que prepara para as melhores universidades ou a que foca no ensino humanista?

Dentre todas as tarefas e responsabilidades atribuídas aos pais, a escolha de um ensino adequado para os filhos tem sido um desafio perturbador e muitas vezes difícil de se enfrentar.

Isto ocorre, principalmente pela propagação de todo o tipo de preconceito e discriminação no ambiente escolar. Basta uma criança ou um jovem não se enquadrar em "perfis padrões", os quais a própria sociedade criou com o passar do tempo, para que esses sejam alvos de bullying.

Um processo decisório prévio e criterioso deve existir por parte dos pais antes de selecionarem a escola de seus filhos para que eles possam avaliar fatores como: segurança das instalações, corpo docente, a doutrina e filosofia de ensino adotadas pela instituição, os valores que alicerçam e servem como base para a educação no ambiente escolar, entre outros.

O fato é que não existem escolas perfeitas em todos os quesitos, pois elas são constituídas por seres humanos falíveis. Os pais que cobram da instituição de ensino a educação que deve ser dada em casa, agem com imprudência e o mesmo ocorre se a escola se omite, quando realmente precisaria inibir circunstâncias prejudiciais aos alunos.

Unir humanização com preparação adequada é o desafio de muitas instituições, porém poucas prosperam nos dois quesitos. O que é melhor: uma escola que vai preparar o aluno para ingressar nas melhores universidades ou uma escola que tenha como foco principal a humanização?

Foto: Pixabay, Divulgação

Acredito que nenhuma das duas, pois na minha opinião, o ideal é unir a competência de ensino com o comprometimento humano para formar uma nova doutrina num único local. Para que o ensino possa, de forma eficaz, seguir as suas diretrizes e fazer valer o seu compromisso de atuação.

Os pais de hoje em dia são mais participativos dos que os da minha época de infância, porque as próprias escolas incentivam essa conexão através das tarefas de casa e atividades extracurriculares. Acredito que com o passar do tempo os pais mais passivos e menos participativos vão entrar em extinção, pois a preocupação com o ambiente escolar e com o ensino auferido cresce a cada dia.

Contudo, não devemos nos limitar apenas ao ambiente escolar dos jovens, já que muitas vezes, os problemas nascem por diferentes razões no próprio ambiente familiar, como por exemplo o excesso de cobranças ou até mesma a falta delas. Vale ressaltar aqui, aquela velha regra de ouro que diz: todos os excessos são prejudiciais. Inclusive a coerção dos pais ao corpo docente, que muitas vezes não consegue desenvolver o seu trabalho como deveria.

Por isso, que um ensino adequado é tão importante, pois em pleno séc. XXI precisamos relembrar as pessoas que a responsabilidade pela formação dos jovens é mútua entre o ambiente escolar e familiar. Ou seja, é uma balança que deve estar em equilíbrio, pois quando um lado se desestabiliza é o futuro dos alunos que poderá entrar em risco.

A escola precisa de um mínimo de autonomia para que de forma integrada com os pais, ela possa ajudar na formação de seres humanos menos inseguros e com plena liberdade de expressão e poder de escolha.

 

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