Escola conta histórias para ajudar na recuperação de alunos doentes - Diário de Santa Maria

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Que baita ideia!19/05/2017 | 12h01Atualizada em 19/05/2017 | 12h01

Escola conta histórias para ajudar na recuperação de alunos doentes

Equipe criou o projeto Doutores da Leitura e visita os pequenos em casa

Escola conta histórias para ajudar na recuperação de alunos doentes Maristela Tomazetti/Assessoria Colégio Marista Santa Maria
Foto: Maristela Tomazetti / Assessoria Colégio Marista Santa Maria

Fazer com que os pequenos usem a imaginação por meio da leitura é um dos focos da Escola Santa Maria Marista. O colégio organizou na biblioteca um cantinho da leitura e uma boneca da Emília, personagem do Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, participa das contações de histórias. Só que esta Emília também visita alunos em casa, quando eles estão doentes. 

E foi ao ver a boneca na sua casa que o pequeno Henrique Cirne Bernedt, 4 anos, entendeu que ouviria uma história da auxiliar da biblioteca Caroline Bortolotto. Ela integra o projeto Doutores da Leitura, que faz as visitas aos estudantes que não podem ir à escola.

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Henrique pegou uma virose no início do mês e para não passar o vírus aos colegas, e também para se recuperar, precisou ficar em repouso por uma semana. Em um destes dias, Caroline organizou a mala dos Doutores da Leitura, e foi até a casa do aluno do Nível 2, Turma 3, da Educação Infantil. Quando viu a Emília e os livros, Henrique sentou-se no tapete da sala para ouvir "Pinóquio".

De acordo com a assessoria do colégio, as visitas são ofertadas para os estudantes da Educação Infantil ao 3º ano do Ensino Fundamental. As histórias das contações são escolhidas conforme a idade dos estudantes que são visitados.

Caroline diz que o primeiro contato da criança com o mundo dos textos e da leitura, acontece mediado pela voz do adulto. Para ela, antes mesmo de ler, a criança vê as imagens e pode ser estimulada desde cedo a perceber as cores, as formas, o mundo e a cultura na qual estão inseridas.

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– Assim, mesmo sem saber ler, a criança deve ver, folhear, tocar e apreciar os livros, sempre mediado pelo adulto – sugere a auxiliar da biblioteca.

Ela comenta que num mundo em que as crianças têm fácil acesso a tecnologias, os pequenos – e até os adolescentes – acabam se distanciando da leitura. Caroline reforça que é importante que o mediador, ao contar uma história e apresentar um livro, faça com que a criança perceba que as emoções transmitidas pela leitura, podem ser iguais ou maiores que o divertimento digital.

Foto: Maristela Tomazetti / Assessoria Colégio Marista Santa Maria

IDEIA APROVADA

A mãe de Henrique, a farmacêutica bioquímica Ana Lúcia Cirne Bernedt, 39 anos, achou a iniciativa maravilhosa. Ela conta que o filho ficou bastante empolgado com a visita e demostrou mais interesse em voltar para a escola.

– Ele interagiu bastante com os visitantes. Mostrou os brinquedos dele, conversou. Falou bastante depois que elas foram embora.

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Ana Lúcia conta que o pessoal da escola ficou cerca de 40 minutos com Henrique e, com certeza, a visita fez diferença na recuperação do pequeno.

 

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