Veja os principais sintomas e como evitar complicações do sistema circulatório - Diário de Santa Maria

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Série de reportagem04/03/2017 | 13h01Atualizada em 04/03/2017 | 13h01

Veja os principais sintomas e como evitar complicações do sistema circulatório

Doença foi uma das principais causas de morte de santa-marienses no ano passado

Veja os principais sintomas e como evitar complicações do sistema circulatório Gabriel Haesbaert/NewCo DSM
Foto: Gabriel Haesbaert / NewCo DSM

Uma dorzinha insistente no braço, uma pinta na pele que começa a crescer, aquela dor de cabeça incessante, uma tosse seca que não cura ou desconforto ao comer. Estas são questões que, às vezes, não percebemos como algo alarmante, mas que podem ser sintomas de doenças escondidas. O Diário começa uma série de reportagens, que será publicada aos finais de semana, para apresentar as cinco doenças que mais vitimaram moradores de Santa Maria no ano passado. Segundo levantamento da prefeitura, as enfermidades do aparelho circulatório aparecem em primeiro lugar, com 649 mortes.

Como o sistema circulatório é amplo, de acordo com o angiologista Luiz Paulo Wolle, os sintomas são muito variados, mas os sinais de alerta principais são dor no peito, falta de ar, perda de força de braços e pernas, dificuldade de articular palavras e inchaço das pernas e braços.

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O instalador de som automotivo Marcelo Barrios, 40 anos, não deu atenção à dor no braço, após pedalar 28 quilômetros, de São Sepé a Formigueiro, em fevereiro deste ano. Ele imaginava ter lesionado algum músculo do braço enquanto pedalava.

O Atendimento

Para amenizar a dor, tomou, por conta, relaxante muscular, o que fazia o sintoma desaparecer. Dez dias após a pedalada, Marcelo diz que foi à casa de um amigo e percebeu que a dor piorou.

– Avisei meu amigo que estava indo para casa, não me sentia bem. Fui a pé mesmo. Quase não consegui chegar. Tomei mais um relaxante muscular. Quando vi que não ia passar, avisei meu pai e fomos para a UPA – conta.

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Na Unidade de Pronto-Atendimento, o diagnóstico foi rápido: infarto. Marcelo lembra que, na hora, deram medicamentos e o encaminharam, de ambulância, ao Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), onde recebeu um stent (dispositivo usado para manter uma artéria coronariana aberta e sustentar o fluxo sanguíneo) em uma veia do coração. Ele ficou internado e havia a possibilidade de receber mais um stent, pois estava com problema em outra artéria do coração.

– Só não passei por outra cirurgia porque a médica constatou que a veia era muito torcida e poderia arrebentar – lembra.

Hoje ele faz tratamento com medicamentos para manter o fluxo do sangue. Marcelo diz que estes remédios vão acompanhá-lo para sempre agora. 

As doenças mais comuns

O aparelho circulatório é o que faz o sangue circular, levando oxigênio e nutrientes pelo organismo, conforme o angiologista Luiz Paulo Wolle. Ele diz que as enfermidades deste sistema têm alta taxa de mortalidade porque atingem órgãos vitais como coração, cérebro e pulmões. Segundo o médico, as principais doenças são: aterosclerose, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e trombose venosa.

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A aterosclerose é uma enfermidade inflamatória crônica, caracterizada pela formação de placas nas paredes dos vasos sanguíneos. O volume das placas aumenta progressivamente, o que pode resultar em infarto coronário. Já o acidente vascular cerebral resulta em obstrução das artérias carótidas, responsáveis pelo fluxo de sangue no cérebro, que se tornam estreitas ou completamente ¿trancadas¿.

A trombose venosa é um coágulo que costuma se formar nas veias profundas da parte inferior da perna ou do braço e que pode bloquear o retorno venoso. Imagine o sistema circulatório como um circuito de corrida, se o percurso que o sangue percorre é fechado, a quantidade de sangue ejetado pelo coração deve ser igual ao retorno venoso.

Assim, uma trombose venosa pode causar dor, inchaço nas pernas ou braços, mas também pode não apresentar sintomas. O angiologista diz que a trombose pode ser fatal se um coágulo obstruir os pulmões, o que recebe nome de embolia pulmonar.

Para evitar

Wolle diz que a melhor maneira de evitar as enfermidades do aparelho circulatório é simples e está ao alcance de todos.

– Abolir hábitos nocivos, como fumar, fugir do sedentarismo e dos vícios alimentares, como comida com muita gordura – diz o angiologista.

Ao perceber qualquer sinal, o médico indica que a pessoa procure um pronto atendimento. Além disso, Wolle comenta que as revisões de rotina não devem ser esquecidas e podem ser feitas com o médico de confiança.

Atenção ao que ¿diz¿ o próprio corpo

Por mais sutis que os sintomas possam ser, prestar atenção ao que o corpo está informando é importante. Nas doenças do aparelho circulatório, os principais alertas são:
- Dor no peito
- Falta de ar
- Perda de força dos membros (braços e pernas)
- Dificuldade de articular palavras
- Inchaço de pernas e braços

 

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