Paciente reclama que esperou nove horas para ser atendida na UPA - Diário de Santa Maria

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Angústia09/03/2017 | 16h01Atualizada em 09/03/2017 | 16h01

Paciente reclama que esperou nove horas para ser atendida na UPA

Administrador da UPA afirma que a paciente não esperou tanto como diz

Paciente reclama que esperou nove horas para ser atendida na UPA Fernanda Ramos/NewCo DSM
Foto: Fernanda Ramos / NewCo DSM

Após nove horas de espera na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), nessa quarta-feira (8), a empregada doméstica Sandra Maria Wansi da Rosa, 43 anos, decidiu ligar para o Diário e contar a sua história.

Uma equipe de reportagem foi até o local, por volta das 18h20min de ontem, e encontrou pelo menos mais três pacientes que disseram estar desde manhã no aguardo por atendimento.

Sandra contou, com lágrimas nos olhos, que chegou na UPA, aproximadamente, às 9h e não saiu do local durante todo o dia. Disse que solicitou aos atendentes uma média de tempo até seu atendimento, e que as respostas dadas eram que eles não poderiam passar tal informação.

Indignada, Sandra comentou que outras pessoas chegaram depois dela, foram atendidas e foram embora. A doméstica ainda reforçou que é cardíaca e estava muito incomodada com toda a situação.

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A dona de casa Elizete Cabreiro, 53 anos, também contou que chegou de manhã e até o mesmo horário que Sandra, não recebeu atendimento.

– Eles fazem as nossas fichas e levam lá para dentro. Por que isso? Por que não deixam aqui, numa ordem para termos certeza que eles estão nos chamando pela ordem? – questiona.

O administrador da UPA, Rogério Carvalho, explicou ao Diário, por telefone, que a unidade usa um sistema de cores para identificar a urgência do atendimento dos pacientes. Laranja e amarelo são as prioridades, por isso, são atendidos antes, e azuis e verdes são casos que, segundo Carvalho, deveriam ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde, e não na UPA.

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Carvalho contou que conversou com Sandra antes de ir embora da unidade e verificou que o caso dela era de ficha verde. Além disso, ele contestou o horário que Sandra diz ter chegado ao local, pois a ficha de atendimento dela estava com o horário passado ao meio-dia.

– Quando as pessoas chegam recebem senha e a ficha é feita em, no máximo 15 minutos. A espera por atendimento, eu admito, nos últimos dias tem demorado mais de três horas. Mas a ficha dela não seria feita apenas ao meio-dia e pouco se ela chegou às 9h – afirma o administrador da UPA.

Carvalho comentou que o movimento na UPA, na manhã de ontem, foi bastante calmo e diz ainda que verificou as imagens da câmera de segurança da sala de espera para averiguar o horário que Sandra chegou. Ele afirma que não a vê nas filmagens de manhã na unidade e que o movimento começou após às 13h. Carvalho disse que seria difícil passar as imagens das câmeras para o Diário.

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Apesar de Carvalho não ver Sandra nas filmagens, a vendedora Fernanda da Motta, 33 anos, diz que chegou na UPA por volta das 9h30min e afirma que a doméstica já estava lá. Fernanda conta que passou pela triagem, foi atendida, e às 18h20min aguardava para fazer um exame. Ela ainda relatou que estava com dó de Sandra, pois viu o sofrimento dela.

– Ela não saiu daqui. Não comeu e reclamou muito de dor. É triste! É muito descaso conosco – comentou Fernanda.

 
 

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