Na tentativa de fugir de greves, pais apostam em escolas particulares - Diário de Santa Maria

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Magistério06/03/2017 | 14h01Atualizada em 06/03/2017 | 14h01

Na tentativa de fugir de greves, pais apostam em escolas particulares

Na última sexta-feira, professores estaduais aprovaram paralisação

Na tentativa de fugir de greves, pais apostam em escolas particulares Lucas Amorelli/New Co DSM
Magnus cancelou a van escolar dos filhos e vai todos os dias, quatro vezes na escola, para levar e buscar Bruno e Eduarda Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Com o anúncio da possibilidade de greve da rede estadual apenas dois dias após o começo das aulas, nesta segunda-feira, diretores de escolas particulares de Santa Maria perceberam o aumento na procura por vagas.

O assistente de direção da Escola Riachuelo, Fabricio Ribas, disse, na última quinta-feira, que os telefones do colégio tocaram bastante. Do outro lado da linha, estavam pais aflitos por informações sobre a matrícula.

E a instituição não foi a única a ser procurada por novos alunos oriundos da rede pública neste ano. No Colégio Coração de Maria, por exemplo,  o número de alunos aumentou em 28,72%, de acordo com a diretora, irmã Maria Zeni. Ela não soube dizer quantos eram de escolas municipais e quantos de instituições estaduais, mas nenhum deles era da rede particular. A Escola Medianeira também contabilizou 30% de alunos novos, oriundos da rede pública, sendo que sete eram estudantes do município, e 15, do Estado.

Ainda no ano passado, a instituição recebeu dois alunos de uma escola estadual: Bruno e Eduarda Trindade Von Frieling,  irmãos de 8 e 12 anos, respectivamente. O pai das crianças, Magnus, 33 anos, conta que, depois de o colégio onde os dois estudavam entrar em greve, ele e a mulher, Marília, 29 anos, conversaram sobre matricular as crianças em uma escola particular. Apesar dos cortes nas despesas da casa, os pais não se arrependeram.

– Tudo foi muito calculado. Mas quando vimos a diferença do ensino, soubemos que fizemos a coisa certa – diz Magnus.

Um dos cortes que os pais fizeram foi a van escolar. O valor do transporte, para os dois filhos, seria o equivalente a mensalidade de um deles, então, ele passou a levar os dois para a aula.

DESCONTO

Além de ter a certeza que a escola não fará greve, Magnus conta que, neste ano, conseguiu bolsa integral para Bruno, que ingressou no 3º ano do Ensino Fundamental. Assim, os pais pagam apenas a mensalidade de Eduarda, que agora cursa o 7º ano.

– A bolsa que o Bruninho ganhou este ano ajudou bastante com os gastos. Em setembro, vamos levar a nossa papelada da renda familiar para avaliação da escola – garante Magnus.


 
 

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