Há três décadas, Esquinão tem estoque garantido de produtos e amizade - Diário de Santa Maria

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Bairro Centro/ Menino Jesus09/03/2017 | 10h26Atualizada em 09/03/2017 | 10h26

Há três décadas, Esquinão tem estoque garantido de produtos e amizade

Entre uma venda e outra, Amilton Paz Flores troca conversas e mates com seus fiéis clientes

Há três décadas, Esquinão tem estoque garantido de produtos e amizade Lucas Amorelli/New Co DSM
Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Não é qualquer esquina que resguarda tanta tradição em Santa Maria quanto a que encontra as ruas Benjamim Constant e Major Duarte. É lá, na divisa dos bairros Centro e Menino Jesus, que o Bar e Armazém Esquinão reúne amigos de longa data e "quebra-galho" de muito cliente.

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O estabelecimento já existe há 70 anos. À época, era o "Armazém do seu Lucindo". Há 33 anos, é administrado por Amilton Paz Flores, 63 anos, e sua irmã Jane.

– Tem nome mais bonito? Paz e Flores junto – brinca o dono do estabelecimento, que credita o sucesso do negócio à boa comunicação com o público.

Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Dentro do armazém, que de bar só leva o nome, tudo fica à vista do cliente. A organização é simples: uma folha de caderno com escritas a lápis sinaliza o preço de cada item, os produtos do gênero alimentício ou de limpeza distribuídos em uma prateleira de madeira e legumes em caixas ao lado da porta. Seu Amilton diz que mantém as coisas sempre no mesmo lugar porque o pessoal já está acostumado e assim "se acha fácil."

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Até pouco tempo atrás, o Esquinão era um dos poucos estabelecimentos do ramo na vizinhança, sobretudo, na última década. No entorno do armazém, as casas deram lugar a altos prédios e redes de mercado se instalaram, o que acabou aumentando a concorrência. Apesar do movimento ter diminuído, o dono não reclama. O único problema para ele são os assaltos – o Esquinão já foi alvo dos ladrões por seis vezes–, e a inadimplência. Mas, para um pequeno número de clientes fiéis, o dono ainda vende fiado e anota no caderninho as compras a serem pagas no começo de todo mês.

Essa rotina com clientes – são cerca de 100 por dia –, com fornecedores ou mesmo com quem aparece por ali para tomar um mate, ele não abre mão. Anos atrás, quando pessoas eram convidadas a trabalharem em bancos, ele chegou a receber convite do Banrisul, mas não quis largar a vida de comerciante.

– Eu gosto é de estar no balcão – diz o proprietário, que não para de mexer na calculadora nem enquanto conversa.

Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Com "cara de interior"
Se tem algo característico no Esquinão é estar situado na área central da cidade, mas ter "cara de interior". A propósito, o local é bem abastecido de produtos coloniais. Tem salame, cucas, rapadura e doce de abóbora.

– E quando a gente sabe que o freguês gosta de alguma coisa, liga para a casa dele para avisar: chegou o pãozinho – conta o proprietário.

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As frutas e verduras parecem ter sido recém colhidas da horta. Na última segunda-feira, o cheiro agradável de uva tomava conta do ambiente. Aos domingos, ainda tem o tradicional frango assado assado. Segundo seu Milton, o melhor da cidade.


 
 

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