Em Lages, lei para redução de carroceiros foi proposta por defensores dos animais - Diário de Santa Maria

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Polêmica18/03/2017 | 11h40Atualizada em 18/03/2017 | 12h25

Em Lages, lei para redução de carroceiros foi proposta por defensores dos animais

Cooperativa já recebeu bicicletas para fazer a coleta de materiais

Em Lages, lei para redução de carroceiros foi proposta por defensores dos animais Secretaria de Serviços Públicos e  Meio Ambiente/Divulgação
Foto: Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente / Divulgação

Lages, em Santa Catarina, é outra cidade que ainda convive com os carroceiros, mas já avançou na questão da coleta seletiva e trato dos animais. Ambas as iniciativas ocorrem por meio de parcerias entre a cooperativa de catadores de materiais de recicláveis do município (Cooperlages), a prefeitura e um projeto do curso de Medicina Veterinária da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). 

A tração animal ainda não é proibida no município. Mas existe uma lei que regulamenta o Centro de Zoonoses que prevê que animais debilitados ou doentes estão proibidos de serem utilizados para tração. 
O projeto Amigo do Carroceiro da UDESC é muito atuante com esses proprietários de animais utilizados na tração.

Municípios podem servir de exemplo para Santa Maria tratar da questão dos carroceiros

No ano passado, uma Organização Não-Governamental (ONG) de Proteção aos Animais deu o pontapé inicial à discussão sobre a utilização de carroças de tração animal em Lages. Em uma audiência pública, o grupo propôs uma lei que proibisse a atividade. Porém, a proposta não foi encampada pelo Legislativo.
Segundo a bióloga Michelle Pelozato, da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente de Lages, o projeto esbarrou na questão social:

– Muitas famílias dependem dos cavalos para o recolhimento dos materiais recicláveis. Se o animal passa fome, é porque, muitas vezes, a família também não tem o que comer.

Projetos de ex-vereador para melhorar situação dos carroceiros foram engavetados

A bióloga explica que o município até tentou adotar a bicleta com caixa coletora como uma alternativa, mas, aí, foi a questão geográfica que imperrou o processo.

– Lages não é uma cidade plana e a maioria dos catadores que utilizam cavalos já tem certa idade. Eles não têm condições de pedalar o dia inteiro e, depois, ainda levar o material na empresa que vai comprar ou no barracão de triagem. Não houve ainda um acordo, mas acredito que haverá novas conversas no município em relação a isso – considera.

Santa Maria não tem controle nem dados sobre os carroceiros

Por outro lado, a cidade tem uma cooperativa de recicladores que funciona. A Cooperlages foi criada em dezembro de 2015 e recebe um valor mensal da prefeitura por meio de um contrato de prestação de serviços. Nos próximos dias a prefeitura e a Cooperativa estarão renovando o contrato.

De acordo com Michelle, a Cooperativa ainda está se estruturando, mas já faz a coleta em 60% dos 72 bairros da cidade, incluindo a área central. Eles coletam atualmente uma média de 30 toneladas ao mês de material reciclável. Os cooperados receberam da prefeitura quatro bicicletas com caixas coletoras para recolher os materiais, chamadas recicletas. 

 

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