Depois de fevereiro chuvoso, março será mais seco em 2017 - Diário de Santa Maria

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Previsão do tempo02/03/2017 | 08h47Atualizada em 02/03/2017 | 12h35

Depois de fevereiro chuvoso, março será mais seco em 2017

Em fevereiro, Santa Maria teve recorde de chuva dos últimos 10 anos

Há 10 anos, Santa Maria não tinha vivido um fevereiro tão chuvoso. O recorde de 234 mm em um só mês foi registrado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo o meteorologista Gustavo Verardo, as típicas chuvas de verão são do tipo convectivas, o que significa que, na maioria das vezes, acontecem de forma irregular, com mais intensidade em um bairro e menos em outro:

– No dia 8 de fevereiro, choveu 81mm em apenas duas horas. Isso foi registrado no Bairro Camobi e é muita chuva para um curto período de tempo – avalia o profissional.

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Outro fator associado à chuvarada foi o mês úmido e quente. A sensação térmica foi destaque, atingindo 46,1°C (em 20 de fevereiro, por volta das 13h), a mais alta do ano até momento. Segundo Verardo, o fato se deve a uma corrente de ventos chamada ¿jato de baixos níveis¿, que traz um ar quente e úmido do Norte do país e é responsável por formar nuvens de tempestade.

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Outono chuvoso
Para quem já está cansado do aguaceiro, uma boa notícia: a previsão climática para março é que a chuva seja um pouco abaixo da média. Já em abril e maio, os níveis devem ser acima do esperado, marcando a entrada de um outono chuvoso.

– Os altos acumulados em abril e maio serão consequência da passagem de mais frentes frias pelo Sul. A entrada da primeira massa de ar frio, trazendo declínio de temperaturas, ocorrerá entre 12 e 14 de abril. O frio intenso chega a partir de maio – adianta o meteorologista.

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Junto com a chuva que acaba por ocasionar alagamentos e enxurradas, um setor pode ter a produtividade comprometida se a previsão do tempo não ajudar: a agricultura. Confira como foi a precipitação entre os dias 1° de janeiro e 20 de fevereiro e como está o desenvolvimento e a colheita de arroz e soja.

Foto: Reprodução / Arte

Se chover muito, culturas de soja e arroz serão prejudicadas
A chuva que atingiu a região central do Estado entre janeiro e fevereiro deve afetar de forma negativa a produtividade do arroz, principalmente em Santa Maria e cidades próximas, conforme dados divulgados pelo programa SimulArroz, do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria. 

Foto: Gabriel Haesbaert / NewCo DSM

Apesar de a colheita no Estado já ter começado oficialmente, em Santa Maria, ela tem início em meados de março o que ocasiona apreensão ao produtor, caso haja mais chuva do que a prevista para este mês.Até o momento, a probabilidade de a safra 2016/2017 ter produtividade igual ou acima da média histórica é de 50%. A situação contrasta com outras regiões do Estado (Fronteira Oeste, Campanha, zona Sul e Planície Costeira Externa), onde a probabilidade é de 100%. O resultado é otimista frente à safra anterior, quando houve quebra por conta da chuva em excesso que atingiu a região em outubro. Na ocasião, a chuva obrigou o produtor a adiar o início do plantio, mas esse foi o maior prejuízo enfrentado.

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Para a equipe do SimulArroz, as chuvas, no último mês, apresentaram um efeito negativo sobretudo nas lavouras de arroz que se encontram na fase reprodutiva. Isso porque esse estágio demanda maior disponibilidade de radiação solar. Ou seja, caso chova mais, a chance de uma produtividade abaixo do esperado, frustrando expectativas positivas, é maior.

Plantio atrasado
Conforme a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), as chuvas constantes a partir de novembro do ano passado podem prejudicar a produção de soja na região. Elas fizeram com que o plantio, que normalmente começa em novembro e termina já no início de dezembro, atrasasse e começasse somente na segunda metade de dezembro.

Além disso, como parte dos produtores trabalha com substituição de culturas (de arroz para soja), em regiões baixas e de várzea, a umidade e a alta temperatura podem impedir o desenvolvimento da planta. Além disso, esse ambiente propicia a proliferação de pragas. 

A chuva também prejudica o combate a doenças, já que técnicos acabam tendo dificuldades de acessar as regiões alagadas.A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) diz que as expectativas para esta safra são boas, devido à regularidade das precipitações. A Conab projeta, ainda, rendimentos parecidos com os da safra anterior desde que a chuva não venha em excesso, e orienta os produtores a aproveitar o clima favorável para aplicações de fungicidas, embora não se registre casos extremos de doenças.

 
 

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