Alunos de Santa Maria têm uma aula sobre a vida com uma convidada especial  - Diário de Santa Maria

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Educação24/03/2017 | 09h32Atualizada em 24/03/2017 | 09h32

Alunos de Santa Maria têm uma aula sobre a vida com uma convidada especial 

Transsexual foi ao colégio Bilac conversar sobre inclusão e preconceito em projeto organizado pelo curso de Medicina da Unifra

Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Não é matéria para a prova, mas é matéria para a vida. Além de disciplinas tradicionais como matemática, português e história, alunos do 3º ano do Ensino Médio do Instituto Olavo Bilac têm a oportunidade de discutir temas sociais e presentes no dia a dia de muitos.

A iniciativa é do curso de Medicina do Centro Universitário Franciscano, por meio da disciplina Interação, Ensino, Serviço e Comunidade, que busca abordar temas sociais por meio do projeto Educação em Saúde para Prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Promoção de Saúde.

Foto: Gabriel Haesbaert / NewCo DSM

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Coordenado pela professora Martha Souza, as atividades encampadas pelos alunos do quinto semestre da Medicina promovem rodas de conversa e debates junto aos estudantes. Temas como sexualidade, vulnerabilidade social e drogas são discutidos de modo informal, com troca de experiências e caráter educativo.

Na manhã de ontem, após quatro encontros, o projeto pioneiro encerrou a primeira etapa. Ao longo do ano, pretende-se expandir a ideia para outras instituições, bem como para as demais turmas de terceiros anos do Bilac.

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O objetivo é que os alunos de Medicina entendam que saúde não é só no ambiente hospitalar, clínicas e ambulatórios, é em todos os ambientes. O mais importante é diminuirmos o uso de drogas, a violência, o preconceito, promovendo a saúde – enfatiza Martha.

Para o encerramento, os alunos organizaram a peça de teatro Uma família (fora) da Casa. Em cena, um pai autoritário, uma mãe submissa, um filho gay, uma das filhas grávida, e outra, soropositiva. A trama apresentava os conflitos de um ambiente familiar marcado pelo machismo.

PRECONCEITO
Ao final, os participantes também fizeram a exposição do que cada um havia aproveitado dos encontros junto de um relato escrito.

– É preciso pensar que não se trata só de doenças, trata-se de pessoas que estão envolvidas no social. Trabalhar no colégio, que tem pouco espaço para abordar questões de gênero, educação sexual, drogas, é uma maneira de se desconstruir preconceitos – relata o aluno de Medicina Victório Dal Fabro.

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A CONVIDADA
A atividade contou, ainda, com uma convidada: a transsexual Hellen Byanchini.

– Vim, contei minha história. Sou empresária e cabeleireira, mas sou uma exceção e luto para uma realidade diferente. A escola precisa abraçar essas pessoas. Maravilhoso vir aqui porque é preciso trabalharmos inclusão desde as bases para podermos chegar a faculdades e ao mercado de trabalho – avalia Hellen.

Segundo relato dos próprios alunos, em apenas um mês, novos hábitos impactaram na rotina escolar:

– São temas do cotidiano, mas que muita gente não sabe. Já notamos a mudança, diminuíram até algumas piadinhas – exemplifica Ariadne Sisti dos Santos, aluna da escola.

 
 

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