11 cidades da região ficarão sem policiamento 24 horas da BM  - Diário de Santa Maria

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Segurança07/03/2017 | 09h45Atualizada em 07/03/2017 | 14h28

11 cidades da região ficarão sem policiamento 24 horas da BM 

Decisão foi tomada por conta do déficit de efetivo e preocupa prefeitos

11 cidades da região ficarão sem policiamento 24 horas da BM  João Pedro Lamas/Newco
Foto: João Pedro Lamas / Newco

O comando-geral da Brigada Militar (BM) determinou a suspensão do Patrulhamento Intermunicipal (Patrin) na área de cobertura do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon). Na prática, isso quer dizer que 11 dos 19 municípios que fazem parte do 1º RPMon sofrerão impacto negativo no policiamento.

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Regulamentado em 2016, mas em prática desde 2014 na região, o Patrin foi uma alternativa encontrada pela BM para enfrentar o déficit de efetivo enfrentado pela polícia militar no Estado. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgados na tarde de ontem, dão conta de que 100% dos municípios sob a responsabilidade do 1º RPMon têm efetivo defasado, sendo que 80% deles têm menos da metade do que seria considerado o ideal.

– Estamos entrando no sinal vermelho. Há municípios onde a defasagem chega a até 80%. É claro que, com esse efetivo, não há como fazer um policiamento condizente – admite o comandante do 1º RPMon, Erivelto Hernandes Rodrigues, lamentando a notícia da suspensão do Patrin, recebida na última sexta-feira.

AS CIDADES AFETADAS
Cada Patrin é composto por uma guarnição com até três policiais militares (PMs) de municípios que compartilhem limites e que não sejam distantes mais do que 25 km uns dos outros. Na prática, São Pedro do Sul, Toropi e Dilermando de Aguiar; São Vicente do Sul e Mata; Faxinal do Soturno, Nova Palma, Ivorá e São João do Polêsine; e Nova Esperança do Sul e Vila Nova do Sul dividiam o patrulhamento ostensivo feito pela BM, o que permitia que houvesse policiais nas ruas 24 horas por dia.

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Com o fim desses patrulhamentos, municípios como Dilermando de Aguiar devem enfrentar uma restrição nos atendimentos da BM, já que, no caso de Dilermando, há três policiais disponíveis quando o ideal seriam 11, o que não é suficiente para preencher as escalas.

Toropi tem três, mas deveria contar com 12. Já São Pedro do Sul, o município em melhor situação entre os três que integravam o mesmo Patrin, conta com 11, mas o ideal seriam 38. O Patrin viabilizava uma parceria que ajudava a manter o mínimo de policiamento para dar segurança à população.

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O motivo da determinação do comando-geral, comunicada pelo subcomandante-geral Mário Yukio Ikeda, baseia-se em dados que apontam para a tendência de mais redução dos efetivos, o que colocaria em risco a segurança de policiais que atuariam em missões.

Outro ponto é a necessidade de parte dos policiais originalmente destacados para a região terem sido designados para a região metropolitana de Porto Alegre por conta, inicialmente, da Operação Golfinho e, depois, para a Avante.

O desejável seria haver pelo menos 33 mil policiais militares nas ruas das cidades gaúchas. Há cerca de 17 mil. Em 2016, 1,9 deixaram as fileiras devido a aposentadorias ou outros motivos que inviabilizaram a manutenção no quadro.

BUSCA POR SOLUÇÕES
O tenente-coronel Hernandes se reuniu com o comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) Central, coronel Ricardo Alex Hofmann, e as duas frentes decidiram, juntas, pedir auxílio aos chefes dos Executivos municipais para articular ações de combate à criminalidade de forma integrada, tendo em vista os casos mais recorrentes.

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De posse de dados estatísticos dos 10 crimes mais frequentes em 2016, os dois comandantes reuniram prefeitos ou representes de municípios da região para discutir estratégias, além de bater esses números para verificar se correspondem com a realidade.

– Percebemos que, na avaliação dos prefeitos, há muito mais crimes, mas não são feitos os registros. E é necessário registrar, pois Porto Alegre avalia esses números na hora de decidir onde cortar. Afinal, olham para um município pequeno da região, que, frente a outros, de outras regiões, tem muito menos casos registrados e acreditam que, para aquela cidade, aquele efetivo não é tão importante, quando, na verdade, é – avalia Hofmann.

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A reunião com os municípios é a primeira etapa de um estudo que deve verificar a necessidade de manter o Patrin em municípios da área do 1º RPMon.

Foto: Arte DSM


 

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