Prefeitura de Caçapava do Sul pede socorro para a segurança pública - Diário de Santa Maria

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Segurança18/02/2017 | 12h01Atualizada em 18/02/2017 | 12h01

Prefeitura de Caçapava do Sul pede socorro para a segurança pública

Prefeito Giovani Amestoy esteve na Casa Civil para pedir auxílio contra o fim de plantões policiais e dos Bombeiros

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O prefeito de Caçapava do Sul, Giovani Amestoy, esteve na última quinta-feira em Porto Alegre reunido com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, para pedir socorro em relação ao fechamento de órgãos de segurança pública da cidade devido à falta de contingente. Amestoy relatou o fechamento do plantão da Polícia Civil na quarta-feira passada e também do encerramento do atendimento da guarnição do Corpo de Bombeiros à noite. Também citou a falta de efetivo da Brigada Militar (BM).

Prefeitura demonstra preocupação com redução do efetivo da Brigada Militar e afirma que há policiais com interesse de atuar no município Foto: Marcelo Marques / farrapo.com


O prefeito disse que esteve reunido recentemente com o secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer, para entregar um ofício de pedido emergencial para que os órgãos de segurança pública de Caçapava mantivessem o atendimento, mas que foi informado pelo secretário que os novos agentes de segurança do 
Estado serão lotados todos na Região Metropolitana.
– Sabemos do estado de calamidade pública da área de segurança em todo o Estado, mas é um absurdo que municípios menores como o nosso, interioranos, onde vivem os produtores rurais que sustentam a economia do Estado, e que são vítimas de abigeatários diariamente, sejam esquecidos pelo Estado quando da nomeação de novos agentes como ocorreu – cobrou.

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O prefeito informou ter entregue uma lista com nomes de brigadianos, policiais civis e bombeiros que têm interesse de transferência para Caçapava do Sul, além de apresentar dados relacionados à segurança pública do município.
– Existem menos de 20 brigadianos atuando no município. Antigamente eram mais de 70. Há somente seis viaturas e o número de efetivo é insuficiente para combater a criminalidade, que aumentou significativamente nos últimos anos – afirmou.

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A prefeitura de Caçapava do Sul repassou mais de R$ 100 mil ao Estado nos últimos 12 meses, sendo R$ 10 mil à Polícia Civil, R$ 10 mil à BM, além de colaborar com a contratação de estagiários para Civil, BM e Bombeiros e o Instituto Geral de Perícias, que funciona em prédio mantido pelo município.
– O município contribui além do que pode com o Estado. E esta relação tem sido uma via de mão única, apenas da prefeitura. E quando pedimos socorro para que mantenhamos nossa segurança pública em funcionamento, não somos atendidos – reclama o prefeito.
Conforme Amestoy, se não houver auxílio de efetivo da BM e da Civil, o Carnaval de rua será cancelado devido à falta de segurança. 

(Com informações de William Brasil/Prefeitura de Caçapava do Sul)

 
 

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