Novas ambulâncias do Samu ainda estão na garagem em oito cidades da região - Diário de Santa Maria

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Saúde22/02/2017 | 10h31Atualizada em 22/02/2017 | 10h31

Novas ambulâncias do Samu ainda estão na garagem em oito cidades da região

Apenas em Agudo, veículo recebido em 9 de janeiro começou a operar 

Novas ambulâncias do Samu ainda estão na garagem em oito cidades da região Maiara Bersch/Agencia RBS
Em Santa Maria, serviço começou em maio de 2011. A cidade não está entre as que receberam novos veículos  Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Quase um mês e meio depois da entrega, pelo governo federal, seguem paradas oito das nove ambulâncias destinadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em municípios da Região Central. Os motivos alegados pelas prefeituras são atrasos no repasse de documentos e defeitos mecânicos nos veículos. No Estado, apenas 12 das 61 entregues estão em operação.

AS CIDADES E AS NOVAS AMBULÂNCIAS
Funcionando*
– Agudo (serviço segue funcionando com as ambulâncias antigas. Não houve interrupção)

Paradas:
– Jaguari
– Júlio de Castilhos
– Restinga Seca
– Santiago
– São Francisco de Assis
– São Pedro do Sul
– São Sepé
– Tupanciretã

São Sepé
Quando o prefeito de São Sepé, Leocarlos Girardello, foi a Esteio, em 9 de janeiro deste ano, para buscar a ambulância solicitada ao Ministério da Saúde há mais de um ano, ele achou que voltaria para a cidade com a solução imediata para os problemas no serviço. É que o veículo em operação em São Sepé, há tempos, vinha apresentando desgastes e problemas mecânicos. Por isso, quando teve a chance, pediu uma nova ambulância para substituir a atual. A surpresa, segundo o prefeito, foi que o novo veículo também veio com pequenos defeitos.

Samu de Santa Maria tem nova gestão

– Tinha lâmpadas queimadas e vazamentos. Tivemos que fazer uma revisão completa antes de colocar em uso. Afinal, estamos transportando vidas – disse o prefeito.

Além disso, o documento que transfere a posse do veículo para a prefeitura de São Sepé chegou na última sexta-feira, 40 dias depois da entrega da ambulância. Mesmo assim, Girardello garante que tudo foi regularizado e que a nova ambulância entra em funcionamento no máximo até a semana que vem.

Nove municípios da região vão receber ambulâncias para Samu

Em Agudo
O único município dos nove da região que receberam novas ambulâncias em janeiro e já colocou em operação foi Agudo. Mesmo assim, um mês depois. Isso porque, o veículo estava em condições de uso, mas veio sem a nota fiscal e sem emplacamento.

Foi preciso recorrer ao Ministério da Saúde para conseguir a nota, fazer o seguro e aguardar até que a portaria do Diário Oficial da União com doação dos veículos aos municípios fosse publicada, o que só ocorreu em 26 de janeiro. Aí, sim, com toda a papelada em mãos, foi possível emplacar o veículo e colocá-lo em funcionamento no último dia 6 de fevereiro.

Segundo o secretário de Saúde, Alécio Derli Wachholz, o processo poderia ter sido mais ágil caso a documentação tivesse sido liberada junto no mesmo momento em que os veículos.

– Acredito que poderia ter sido facilitado se elas tivessem sido encaminhadas logo com a portaria de doação e a nota fiscal. Aí, todos poderiam ter feito os emplacamentos e o seguro – disse o secretário.

De acordo com o prefeito de Agudo, Valério Vili Trebien, a antiga ambulância foi repassada à Secretaria de Saúde do município, e o veículo da prefeitura deve ser doado aos bombeiros voluntários de Agudo. Para isso, um projeto de lei será encaminhado à Câmara de Vereadores, em março, solicitando autorização do Legislativo para doação.Os nove municípios receberam ambulâncias iguais às que foram substituídas, Unidades de Suporte Básico, no valor de R$ 150, 6 mil.

Restinga Seca
A situação que envolve Restinga Seca é mais curiosa. Ao chegar a Esteio para buscar a ambulância que lhe cabia, o prefeito Paulo Ricardo Salerno foi avisado de que a chave do veículo havia sido extraviada. A chave foi providenciada 10 dias depois, quando a equipe da prefeitura voltou à cidade da Região Metropolitana para retirar a ambulância.

Ela ainda não começou a operar, o que deve ocorrer nos próximos dias, em função do emplacamento e seguro, mas o secretário julga o trâmite normal. A nova ambulância também vai permitir que a antiga seja destinada à prefeitura. Isso vai gerar economia ao município, que terceiriza o serviço para pacientes da cidade.

ENTENDA A BUROCRACIA

– No dia 9 de janeiro deste ano, 61 cidades receberam novas ambulâncias do Samu. Destas, nove da Região Central
– Muitos dos veículos vieram com defeitos mecânicos, e apenas seis unidades (de atenção avançada) vieram emplacadas e licenciadas
– Nos demais casos, que incluem todos os da região, foi preciso fazer o emplacamento, licenciamento e seguro. Mas esse processo também emperrou porque a doação oficial aos municípios só foi publicada no Diário Oficial da União em 26 de janeiro
– Cada ambulância custou R$ 150,6 mil ao governo federal que fez a doação aos municípios para que substituição de veículos desgastados
– Todas as da Região Central são Unidades de Suporte Básico (USB), ou seja, operam com técnico em Enfermagem e motorista
– As primeiras ambulâncias do Samu foram recebidas em meados de 2010 e o município de São Sepé foi o primeiro a colocar em operação no centro do Estado, em outubro do mesmo ano. Em Santa Maria o serviço começou me maio de 2015


 
 

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