Família de motorista de ônibus escolar que morreu eletrocutado processa duas empresas - Diário de Santa Maria

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Dilermando de Aguiar27/02/2017 | 13h45Atualizada em 27/02/2017 | 13h45

Família de motorista de ônibus escolar que morreu eletrocutado processa duas empresas

Glênio Tadeu Sarturi, 47 anos, dirigia um ônibus escolar, em outubro de 2016, quando desceu do veículo e foi eletrocutado

Família de motorista de ônibus escolar que morreu eletrocutado processa duas empresas Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

A família do motorista Glênio Tadeu Sarturi, 47 anos, processou por omissão e negligência a concessionária de energia elétrica RGE Sul, e por danos morais a empresa de transportes Mazzardo.

Em 25 de outubro de 2016, Sarturi dirigia um ônibus escolar da empresa Mazzardo na localidade de São José da Porteirinha, interior de Dilermando de Aguiar. Conforme a Polícia Civil, testemunhas relatam que os postes de energia da estrada de chão por onde passava o ônibus estavam inclinados, o que fez com que a fiação ficasse mais baixa.

O veículo transportava alunos para uma escola municipal na localidade. Sarturi teria acreditado que daria para passar pelo trecho, no entanto, um fio teria encostado no teto do ônibus, o que teria ocasionado um dano no painel. O motorista, assustado, parou o veículo e gritou para que todos saíssem. Ele teria sido o primeiro a descer. Quando pisou no chão, que estava alagado já que havia chovido, levou a descarga elétrica e morreu.

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O advogado que representa a família de Sarturi, Wagner Pompéo, acusa a RGE Sul de não ter feito a devida manutenção do poste que sustentava a rede elétrica.

– A comunidade já havia solicitado para a concessionária, há algum tempo, a manutenção, o que não foi feito. Caso tivesse sido, a morte dele poderia não ter acontecido – acredita Pompéo.

A prefeitura de Dilermando de Aguiar, na época, disse à reportagem do Diário que o conserto de postes da localidade havia sido pedido à concessionária há alguns meses.

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Segundo o advogado, a empresa Mazzardo não teria formalizado o vínculo trabalhista com Sarturi, apesar de ele desempenhar a função há pelo três meses. Além disso, ele não teria passado por um curso de capacitação para que pudesse atuar, efetivamente, como motorista de transporte escolar. Ainda, a empresa não teria prestado nenhum auxílio à família de Sarturi, apesar da morte dele.

– Pedimos o reconhecimento do vínculo de emprego, mais a indenização por danos morais, além de uma pensão vitalícia para a família. Ele deixou a mulher e a filha, que eram dependentes dele, além do pai, que é idoso. Foram eles que tiveram que pagar velório e sepultamento. A empresa não buscou contato para saber se precisavam de alguma coisa. Estamos lutando pelos direitos da família. A indenização não traz a vida dele de volta, mas de certa forma ameniza o sofrimento da família – relata Pompéo.

Ele diz que a esposa, filha e pai dele têm se sustentando com a ajuda de familiares.

O Diário entrou em contato com a assessoria de comunicação da RGE Sul, que se posicionou dizendo que não se manifestar neste momento por se tratar de uma questão judicial. Já a empresa de transporte Mazzardo não atendeu às três ligações feitas pela reportagem na manhã desta segunda-feira.

 
 

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