Autoridades se reúnem para tentar achar solução para alagamentos  - Diário de Santa Maria

Versão mobile

Chuvas22/02/2017 | 14h15Atualizada em 22/02/2017 | 14h15

Autoridades se reúnem para tentar achar solução para alagamentos 

Ruas ficam submersas em algumas localidades quando chove muito forte

Autoridades se reúnem para tentar achar solução para alagamentos  Gabriel Haesbaert/NewCo Dsm
Foto: Gabriel Haesbaert / NewCo Dsm

As fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias trouxeram junto consequências que são velhas conhecidas dos moradores e do poder público. Nessas ocasiões, durante os aguaceiros que se repetem, a água destrói jardins e pátios e, muitas vezes, invade as casas, danificando o que estiver pela frente. Ruas e calçadas mais parecem rios e fica praticamente impossível passar.

Para dar o primeiro passo rumo à tentativa de acabar com essa rotina difícil, ocorre hoje a primeira reunião do Núcleo de Análise e Prevenção de Áreas de Risco. O departamento é vinculado ao gabinete do vice-prefeito e envolve a Defesa Civil e as secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura e Serviços Públicos. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) também deve ser convidada a participar da iniciativa. 

Prefeitura lança licitação para a reforma da cobertura do Guarani-Atlântico

No início de janeiro, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) já havia falado ao Diário sobre uma parceria com técnicos da UFSM para resolver os alagamentos. Ele disse que projetos seriam enviados à Câmara de Vereadores para que grandes obras só fossem autorizadas com medidas de compensação para armazenar água da chuva ou aumentar a infiltração no solo. 

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, ainda não há um mapeamento das áreas mais alagadas ou nenhum projeto elaborado. Mas, segundo o vice-prefeito, Sergio Cechin (PP), assim que terminarem as férias da Federal, a intenção do núcleo é estreitar parcerias com a UFSM e dar largada às ações:

Aeroporto civil está apto a receber voos de aeronaves de grande porte

– O período letivo recomeça agora, e pretendemos, em conjunto com a universidade, ocupar os estudos que já são feitos na instituição. Também queremos chamar o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema). Por enquanto, resolvemos questões pontuais, como desentupimento de bueiros e limpeza de sangas e arroios. E contamos com a conscientização das pessoas para que não joguem lixo nas calçadas ou no Cadena – explica o vice-prefeito.

Caso crônico e falta de pessoal
O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Paulo Roberto de Almeida Rosa, acrescenta que é preciso entender que essa é uma situação crônica, que se repete há anos. Ele explica que a prefeitura carece de equipamentos adequados. Parte do maquinário está degradado, e o quadro funcional, reduzido.

Neste momento, são priorizados os casos mais graves e realizadas parcerias com a própria comunidade que pode, por exemplo, contribuir com a tubulação, enquanto prefeitura garante a mão de obra.

Especialistas explicam fenômeno em cascata de Silveira Martins no domingo

– Estamos avaliando a nossa capacidade de assumir compromisso e correndo atrás. Acompanhamos todas situações, mas intervimos nas mais crônicas, que colocam em risco a mobilidade urbana. Não estou julgando, mas não é razoável resolver, em 45 dias, problemas que são antigos. Além da questão financeira, há a jurídica, pois alguns projetos dependem de outras empresas para serem solucionados – diz o secretário.

A cada chuvarada, transtornos se repetem 

Quando o céu começa a mostrar nuvens escuras e o vento fica mais forte, moradores de alguns pontos da cidade começam a organizar suas casas para não tentar evitar, mais uma vez, os danos provocados pela chuva. No último domingo, após as fortes pancadas, o Diário recebeu informações de alagamentos nos bairros Patronato, Nossa Senhora de Fátima, São João, Noal, Medianeira e Camobi. 

Durante a semana, a reportagem recebeu telefonemas e mensagens de outras localidades que também enfrentam transtornos ocasionados pelo aguaceiro. Ontem, a reportagem voltou à Rua Jornal A Razão, na Vila Natal, para conversar com moradores.

O pedreiro José Carlos Barcelos, 43 anos, diz que a chuva mexe com as pedras da rua, que não tem calçamento, e deixa a passagem de veículos muito difícil. Ele conta que os vizinhos preparam um abaixo-assinado para entregar à prefeitura, solicitando o conserto das ruas, que ficam completamente alagadas quando chove muito forte.

Cerca de 7 milhões de pessoas não receberam corretamente o FGTS

A dona de casa Mara da Silva Pinto, 41 anos, lembra que não estava em casa no último domingo, no momento da chuvarada e diz que se assustou muito quando chegou.

– Os vizinhos me contaram que veio muita água para a minha casa na hora da chuva. Me arrepiei quando vi o aguaceiro e a quantidade de lixo no meu pátio – conta.

Ela se mudou para a rua há menos de um mês e conta que se arrependeu bastante. Antes, ela e a família moravam em outra rua, mas na mesma localidade, e não enfrentavam tantos problemas com alagamentos.


 
 

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMAnemia falciforme, uma doença pouco conhecida https://t.co/yWzH3op7yd https://t.co/SH8nHjmnD7há 3 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMDivulgados os gabaritos dos vestibulares de inverno Fisma e Fadisma https://t.co/USORrTxDaK https://t.co/p7lQ6QaJL0há 3 horas Retweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros