Após incêndios, moradores de Arroio do Só estão com medo - Diário de Santa Maria

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Vandalismo08/02/2017 | 10h00Atualizada em 08/02/2017 | 10h00

Após incêndios, moradores de Arroio do Só estão com medo

Comunidade reclama de junção de jovens para consumo de drogas e sexo em público

Após incêndios, moradores de Arroio do Só estão com medo Lucas Amorelli/DSM
Casebre nos fundos da sub-prefeitura foi consumido pelo fogo no último final de semana. Suspeita-se que tenha sido criminoso Foto: Lucas Amorelli / DSM

Há tempos já não existe mais aquela tranquilidade de antigamente, quando era possível dormir com as janelas de casa abertas, principalmente em localidades no interior das cidades. Mas o sossego ainda era algo que garantia o sono tranquilo dos moradores da área rural. Porém, as noites dos finais de semana não têm sido fáceis para os habitantes do distrito de Arroio do Só, distrito de Santa Maria. Segundo os moradores, jovens estão se reunindo entre sexta-feira e domingo, sempre à noite, para consumir drogas, fazer sexo ao ar livre e vandalizar no distrito.

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Ontem à tarde, um grupo de seis moradores se reuniu em frente à subprefeitura e ao posto de saúde do distrito em mutirão. Árvores foram podadas, e o mato ao redor foi cortado. Aos fundos do local, um casebre que era usado por motoristas que fazem a linha escolar em período letivo foi consumido pelo fogo entre a noite do último sábado e a madrugada de domingo. Ainda não se sabe se foi um incêndio criminoso ou acidental. Foi o segundo em menos de 45 dias. Na madrugada do Natal do ano passado, uma casa já havia sido destruída pelo fogo. Suspeita-se que tenha sido um ato criminoso, já que a energia elétrica da residência estava desligada. Não havia ninguém em casa porque os moradores ficam em Santa Maria durante a semana. Toda a mobília também foi perdida.

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Os moradores contam também que outros pontos de encontro são a Igreja São Batista e a Escola Estadual de Ensino Médio Princesa Isabel. Quase incrédulos, os moradores contam que acontece de tudo: som alto, gritaria, consumo de drogas e sexo em público.

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– São horrores que a gente vê. São coisas que não dá nem para contar. Eles fazem sexo à luz do dia na maior tranquilidade. E a droga rola solta. Contando, ninguém acredita. É horrível, são coisas que eu nunca vi. São coisas pesadas – afirma uma idosa de 65 anos, que prefere não ser identificada por medo.

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Além dos fatos concretos, os boatos que correm pela localidade, que fica distante cerca de 35 km do centro de Santa Maria e conta com aproximadamente mil habitantes, é o que mais assusta os moradores. Circula por lá a história de que outras casas serão incendiadas, além de uma indústria. Arroio do Só é conhecida pela fabricação de cuias. Há quatro fábricas no distrito.

– Tem pessoas que estão vindo para cá e trazendo essas coisas aí, droga, prostituição. A vizinha disse que foi um terror esses dias, com as meninas correndo nuas pela escola. A comunidade está em pânico pelas coisas que vêm acontecendo e também pelos boatos. Causa uma sensação de horror – descreve o aposentado Cláudio Seeger, que lidera um movimento para criar uma associação no local.

A ideia deles é, até março, ir aos órgãos públicos para pedir ajuda para que a situação seja ao menos amenizada.

 

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