Alunos são mandados para casa por falta de professor em Santa Maria - Diário de Santa Maria

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Educação22/02/2017 | 09h32Atualizada em 22/02/2017 | 09h32

Alunos são mandados para casa por falta de professor em Santa Maria

Apenas dois dos 11 profissionais compareceram à instituição na segunda

Alunos são mandados para casa por falta de professor em Santa Maria Lucas Amorelli/New Co DSM
As crianças poderiam estar correndo, só que deveria ser dentro do pátio da escola Foto: Lucas Amorelli / New Co DSM

Ansiosos pelo início das aulas dos filhos, pais de alunos da da Escola Municipal Maria de Lourdes Castro, no Loteamento Leonel Brizola, reuniram-se no final de semana para fazer uma limpeza em volta do pátio da instituição, que foi inaugurada em 20 de dezembro.

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Mas, para a surpresa de alguns deles, estudantes do turno da tarde não puderam usufruir da nova estrutura porque não havia professor. O início do ano letivo foi remarcado para 8 de março. Até lá, profissionais devem ser contratados emergencialmente. 

Mães indignadas
A dona de casa Andriele de Souza, 24 anos, que está grávida de quase 9 meses, ficou revoltada com a situação. Ela conta que, mesmo prestes a ganhar o bebê, prontificou-se a ajudar no mutirão para que os filhos, Emanuelle, 4 anos, e Erick, 6, pudessem usufruir da escola com o pátio em ordem.

– Ela entraria no pré-A, e ele, no 1º ano do Ensino Fundamental. Ontem (segunda-feira), eles voltaram tristes para casa – comentou Andriele.

A também dona de casa Pâmela Nunes, 26 anos, disse que ficou indignada porque a informação passada aos pais era de que haveria professores suficientes para o início do ano letivo no período da tarde. Ela conta que as crianças ficaram esperando na instituição até por volta das 13h30min e, depois desse horário, foram mandadas pela direção de volta para casa. 

O que diz a escola
A diretora do Colégio Maria Lourdes de Castro, Silvana Guerino, diz que a instituição tem capacidade para 500 alunos, 250 no turno da manhã e 250 no turno da tarde. Ela esclarece que ficou tão assustada quanto os pais pela falta de professores, porque havia sido informada sobre o chamamento de 147 educadores por meio de contratação emergencial. 

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A diretora afirmou, ainda, que, na tarde de segunda-feira, dos 11 professores que deveriam estar na escola, apenas dois apareceram. Ela diz que aguarda uma resposta da prefeitura, mas, no momento, optou por não receber os estudantes do turno da tarde.

O que diz a prefeitura

A secretária interina de Educação, Maria Goretti Farias, reuniu-se, na tarde de ontem, com diretores das escolas que enfrentaram o problema da falta de professores. De acordo com Maria Goretti, os educadores chamados no regime emergencial têm até sexta-feria para se apresentar na prefeitura.

Ela explica, também, que, após este prazo, a secretaria tem autorização para fazer um novo chamamento de professores. Com o feriado de Carnaval, o novo edital para que os profissionais se apresentem no Executivo deve sair apenas na próxima quarta-feira.

Conforme a secretária interina, das 78 escolas municipais, 20 estão sofrendo com a falta de um professor e seis precisam de mais de um profissional para conseguir completar o quadro de funcionários.

Improviso para espantar o calorão

Apesar de a Escola Municipal Maria de Lourdes Castro ter sido recém-inaugurada e estar bem equipada, ainda faltam ventiladores nas salas de aula. A diretora do colégio, Silvana Guerino, conta que os professores do turno da manhã estão levando ventiladores de casa para aliviar o calorão. Silvana diz que já informou a prefeitura sobre a situação dos ventiladores. Ela acredita que, até 8 de março, data em que devem ser retomadas as aulas do turno da tarde, os equipamentos de climatização das salas já tenham chegado.

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A diretora, que foi secretária de Educação no governo passado, diz que a gestão tentou equipar a escola com o máximo de material possível, mas não foi suficiente para o pleno funcionamento da instituição.

– Eu entendo o que a atual gestão está passando, já fui secretária e sei como é difícil (resolver os problemas) – comenta.

Silvana conta que uma das determinações em relação à escola Maria de Lourdes Castro é que todos os materiais da instituição fossem novos. Assim, todas as classes, quadros e bancos do pátio foram comprados especificamente para o colégio.

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As mães que conversaram com o Diário sobre a falta de professores, dizem que, além dos ventiladores, também não há merenda para os estudantes. No entanto, a diretora da escola garante que os alunos da manhã estão recebendo lanche na hora do recreio. Ela fez questão de mostrar à reportagem o refeitório que foi construído para servir a merenda para as 250 crianças, por turno.



 
 

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