"A comunidade pode confiar na Brigada", diz novo comandante regional da BM - Diário de Santa Maria

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Segurança27/02/2017 | 18h15Atualizada em 27/02/2017 | 18h15

"A comunidade pode confiar na Brigada", diz novo comandante regional da BM

Tenente-coronel Ricardo Alex Hofmann diz que meta é seguir com projetos do antigo comando, principalmente no que diz respeito em aproximação com a comunidade

"A comunidade pode confiar na Brigada", diz novo comandante regional da BM Ricardo Hofmann/Arquivo Pessoal
Foto: Ricardo Hofmann / Arquivo Pessoal

Desde o dia 21 de fevereiro, Santa Maria e outros 28 municípios da área de abrangência do Comando Regional de Polícia Ostensiva Central (CRPO Central) tem um novo comandante. Após dois anos à frente do cargo, o coronel Worney Mendonça passa o posto para o tenente-coronel Ricardo Alex Hofmann. A passagem oficial será na próxima sexta-feira, às 11h. O novo comandante tem 32 anos de Brigada Militar e já comandou a BM em Erechim e Passo Fundo.

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Especialista em polícia comunitária, Hofmann tem por objetivo continuar dando atenção especial ao combate aos assaltos a pedestre, que é o crime mais registrado nas ruas de Santa Maria. A prevenção dos homicídios, apesar de difícil, também será prioridade, com ações que já são feitas, mas com mais intensidade na retirada de armas de fogo de circulação e no monitoramento de egressos do sistema prisional. Coordenador estadual do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), Hofmann também quer atuar fortemente contra o tráfico de entorpecentes.

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– A comunidade pode confiar na BM. Contribuam conosco, com informações, denúncias e sugestões, pois isso torna essa aproximação mais forte, e todo mundo tem a ganhar – afirma Hofmann.

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Confira, a seguir, uma entrevista com o novo comandante.

HOMICÍDIOS

O homicídio é um dos crimes que mais impactam na sensação de insegurança da população. Os assassinatos crescem há quatro anos em Santa Maria. Para Hofmann, é possível que ações da BM ajudem a diminuir essa realidade.

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Atualmente, a corporação na cidade atua com três eixos prioritários: retirada de armas de circulação, de pessoas com pendências judiciais e de drogas. O novo comandante afirma que essas ações devem ser reforçadas.

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– Tenho a ideia de fazer um estudo para analisar quem são essas vítimas, que tipo de instrumento é usado e qual a motivação. Fizemos esse estudo em Passo Fundo e descobrimos que a maior motivação não era o tráfico, mas, sim, rixas e desentendimentos. Tirando arma de circulação, tu prevines o homicídio. Quando tu monitoras os egressos do sistema prisional, tu prevines o homicídio – explica.

SANTA MARIA X PASSO FUNDO

Hofmann era comandante do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon) de Passo Fundo até ser nomeado como comandante do CRPO Central. Lá, também comandou o 3º Batalhão de Operações Especiais (3º BOE). O tenente-coronel já analisou alguns índices criminais de Santa Maria e diz que ficou feliz com o que viu. Os números, comparados com os de Passo Fundo, são bem melhores, isso que o tamanho das cidades é bem diferente. Santa Maria é quase o dobro do tamanho.

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– Quase todos os índices de Passo Fundo são maiores que os de Santa Maria, mesmo a cidade sendo menor. O nosso trabalho é para reduzir os índices, e conseguimos reduzir. Diminuímos a média histórica de roubos a pedestre nos dois últimos anos, mas ainda é bem maior do que em Santa Maria. Concordamos que sempre tem de diminuir os números, mas considerando os crimes letais intencionais, são menores que o próprio número do Estado, assim como os roubos. Tem cidades menores que têm muito mais roubos. Isso demonstra que o trabalho está sendo bem feito por todo o sistema de segurança, pela Justiça, Ministério Público e pelas polícias. A leitura que eu faço é de conseguir manter isso que já foi conquistado. O simples fato de manter os índices como estão já é positivo – analisa o tenente-coronel.

DÉFICIT

É conhecido há muito tempo o tamanho e a gravidade do déficit de pessoal na Brigada Militar. Para o ex-comandante do CRPO Central, coronel Worney, lidar com o número reduzido de policiais deve ser o maior desafio de Hofmann. Por sua vez, o novo comandante afirma que será necessário dar prioridade a algumas questões:

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– A tendência é trabalhar cada vez com menos gente. Houve um erro histórico no Estado em contratar muita gente ao mesmo tempo. Como entrou muita gente junto, vai sair muita gente junto. Tudo isso aliado à incapacidade em contratar mais policiais. O nosso trabalho vai ser gerir nossos recursos, fazendo só o que é estritamente necessário. Algumas atividades vão perder espaço. Não tem muito o que inventar. E, principalmente, a análise criminal, que vai mostrar onde temos que atuar, podendo fazer uma intervenção mais cirúrgica.

PROJETOS

Especialista em polícia comunitária, Hofmann tem muitas expectativas quanto à evolução do Programa Santa Maria Segura, lançado e capitaneado justamente pelo seu antecessor, o coronel Worney. Ele diz que a participação do antigo comandante é fundamental. Mas alerta que o mais importante é o engajamento de toda a comunidade.

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– O projeto não vai dar certo se resumir-se apenas na atuação da BM. É preciso envolver outras entidades e setores. No Rio, colocaram a Polícia Militar nos morros, mas subiu também saúde e educação? Não, subiu só a PM. É preciso um envolvimento de todos. O policiamento comunitário é o que tem de mais moderno no mundo. É importante as pessoas estarem próximas da polícia e confiar nela, não só criticar.

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Quanto a outros projetos, Hofmann diz que há uma lista grande de ideias que já estão no papel e são importantes. Mas ainda é preciso capitanear recursos e parceiros para colocá-las em prática.

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– Os projetos são os mesmos que o Worney lançou e estão em andamento. Vamos dar continuidade. Seria equivocado chegar lançando projetos sem antes fazer uma radiografia e conhecer toda a realidade da região. Li uma série de coisas feitas pelo Worney, como a instalação de GPS¿s nas viaturas, mas ainda precisamos de verbas e parcerias. Esse é o foco – adianta Hofmann.


 
 

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