Tecnologia desenvolvida na UFSM pode aumentar eficiência da iluminação pública em até 40% - Diário de Santa Maria

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Sustentabilidade25/01/2017 | 08h02Atualizada em 25/01/2017 | 09h02

Tecnologia desenvolvida na UFSM pode aumentar eficiência da iluminação pública em até 40%

Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) concedeu prêmio Patente Verde para o protótipo de luminária com a invenção

Tecnologia desenvolvida na UFSM pode aumentar eficiência da iluminação pública em até 40% Gabriel Haesbaert/Especial
Marchesan orientou projeto idealizado pelo aluno da pós-graduação em Engenharia Elétrica, Vitor Bender Foto: Gabriel Haesbaert / Especial

O programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) desenvolveu uma tecnologia que pode aumentar a eficiência da iluminação pública da cidade em até 40%. 

E, após cinco anos de pesquisas, o protótipo recebeu a Patente Verde, distinção do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) que premia projetos com características sustentáveis. É a primeira dessas distinções recebidas pela UFSM.

O engenheiro eletricista Vitor Cristiano Bender foi o idealizador do projeto, que começou a ser construído em 2011: uma luminária feita de alumínio que melhora a eficiência energética por meio de um sistema de refrigeração. Na época, ele era estudante da pós-graduação da UFSM e tinha como orientador o coordenador da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agittec), Tiago Bandeira Marchesan, que já trabalhava na linha de iluminação.

Bender explica que optou por diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) por serem naturalmente eficientes. Ao estudar técnicas de gerenciamento térmico, encontrou a solução para um problema recorrente em suportes de iluminação pública: após algum tempo ligado, o LED começa a produzir menos luz. E isso teria relação com o aumento da temperatura, razão pela qual instalou um dissipador de calor dentro da luminária.

– Com a ventilação forçada, percebe-se até 46% de redução na temperatura. Assim, operam em uma temperatura adequada e emitem seu máximo de luz – diz Bender.

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O professor Marchesan explica o sistema fazendo uma comparação com um computador. Quando o equipamento esquenta, funciona de maneira menos eficiente e precisa consumir mais energia para continuar funcionando. Com a ventilação forçada, ele opera sempre dentro da condição ideal.

– São três pontos positivos: economia de energia, melhor iluminação e longa vida útil. Tudo isso reduz custos – afirma Marchesan.

O Inpi enalteceu as aplicabilidades, principalmente na iluminação de vias públicas, estacionamentos, ambientes que exijam grande luminosidade e locais de difícil acesso e manutenção.

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A UFSM investiu R$ 20 mil no protótipo, além do valor pago em forma de bolsas para os estudantes envolvidos no projeto. Ainda não há estimativa de qual seria o investimento necessário para substituir os 20 mil pontos de luz da cidade por essa tecnologia, porque seria necessário consultar a empresa responsável pela produção. Marchesan garante, no entanto, que a médio e longo prazos, o modelo seria mais barato, e a cidade ficaria melhor iluminada.

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O secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Ewerton Falk, diz que o Executivo tem se aproximado das instituições de ensino e incubadoras tecnológicas para se colocar à disposição de quem tiver interesse em apresentar projetos.

– As portas estão abertas. Estamos atrás de alternativas econômicas e percebemos disposição para o trabalho por parte das instituições aqui de Santa Maria, muitas delas na UFSM. Mas precisamos compreender os projetos para avaliar o investimento e o retorno – diz.

O coordenador da Agittec relata que foi feita proposta à gestão anterior do Executivo para fazer a aferição das lâmpadas instaladas nas ruas da cidade. De graça. Além disso, segundo Marchesan, a agência universitária avaliaria sua estrutura, de forma a torná-la mais eficiente, trazendo economia e melhor resultado. A conversa não progrediu, mas a oferta está em pé.

– Na Avenida Fernando Ferrari, por exemplo, apesar de haver postes ao longo de toda a via, há pontos escuros. Isso poderia ser consertado fazendo algumas readequações. Há situações parecidas em outras vias da cidade – conta Marchesan.

 
 

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