Suspeito de liderar ataque a agências bancárias em São Sepé vai ficar preso até julgamento - Diário de Santa Maria

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Investigação03/01/2017 | 13h39Atualizada em 03/01/2017 | 14h13

Suspeito de liderar ataque a agências bancárias em São Sepé vai ficar preso até julgamento

Justiça converteu prisão temporária em preventiva

Suspeito de liderar ataque a agências bancárias em São Sepé vai ficar preso até julgamento Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

A Justiça converteu a prisão temporária de André da Silva, 49 anos, suspeito de liderar o ataque a bancos em São Sepé na véspera de natal, em preventiva. Isso quer dizer que ele deve permanecer preso até que a Justiça entenda que ele poderá responder pelo crime em liberdade, ou seja, deve permanecer atrás das grades até o julgamento.

Silva foi preso temporariamente em Vera Cruz na última quinta-feira durante a Operação Ghost. Ele foi trazido para Santa Maria, onde passou pelo processo de reconhecimento, foi reconhecido e levado para a Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm). A polícia também solicitou a transferência dele para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Suspeito de liderar ataque a bancos em São Sepé é reconhecido e levado para a Pesm

Como é considerado "um criminoso de alta periculosidade", a Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Porto Alegre, solicitou à Justiça a conversão da prisão, pois a temporária é válida por cinco dias.

A investigação apontou que Silva seria o homem flagrado pelas câmeras de segurança de uma das agências segurando pelo cabelo uma das reféns. No total, mais de 20 moradores foram usados como escudo humano na madrugada do dia 24 de dezembro de 2016.

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Outro suspeito, Ivo Francisco dos Santos Assis, 41, também era alvo da operação, mas não foi localizado. É em alusão a ele que ela recebeu o nome "Ghost", pois, para a polícia, ele é "um fantasma, um criminoso que não deixa rastros". Ghost, traduzido do inglês, significa "fantasma". Ele está foragido desde 2012.

A operação
A operação foi deflagrada nos municípios de Pantano Grande e Vera Cruz. A expectativa da Polícia Civil era de encontrar Silva em Pantano Grande, cidade onde a quadrilha teria um sítio que funcionava como uma espécie de QG. Era nesse local onde estariam guardados os armamentos usados para cometer crimes. No entanto, só uma arma foi localizada e ela não teria relação com o crime em São Sepé.

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A equipe que estava em Vera Cruz conseguiu prender Silva em casa, que não reagiu a abordagem e teria dito que não teria envolvimento no crime. Em depoimento à Polícia Civil em Santa Maria, disse que só falaria em juízo.

A suspeita é que a mesma quadrilha seja a responsável por crimes semelhantes em Santana da Boa Vista, Barros Cassal e Cerro Grande do Sul, que aconteceram entre 2015 e 2016.

 
 

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