Superlotado, corredores do PS do Husm têm até 47 pessoas em atendimento em macas - Diário de Santa Maria

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Saúde13/01/2017 | 16h37Atualizada em 13/01/2017 | 19h43

Superlotado, corredores do PS do Husm têm até 47 pessoas em atendimento em macas

Problema recorrente é preocupação constante do hospital

Superlotado, corredores do PS do Husm têm até 47 pessoas em atendimento em macas Jean Pimentel/Agencia RBS
m 27 de junho de 2016, o PS atingiu o recorde de superlotação: havia 73 pacientes nos corredores Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

O Pronto-Socorro (PS) do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) chegou a ter 47 pessoas recebendo atendimento médico em macas nos corredores devido à falta de leitos na última semana. O problema não é inédito, já foi tratado em reportagens do Diário outras vezes, e volta a gerar queixas e a preocupar os servidores que lidam, no dia a dia, com a dificuldade.

O hospital tem capacidade para atender 22 pessoas nos leitos e 19 em macas, ou seja, 41 é o limite. Com 69, ele trabalha 68% acima da sua capacidade máxima. O trabalho se torna mais difícil quando, diariamente, é comum que todo o hospital atue até 150% acima do que deveria. Em 27 de junho de 2016, o PS atingiu o recorde de superlotação: havia 73 pacientes nos corredores.

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Duas medidas foram adotadas em 2016 para tentar amenizar a situação: triagens mais rigorosas e aquisição de leitos de retaguarda.

As triagens servem para definir se pacientes que buscam atendimento no Husm, principalmente de cidades da região, realmente precisam passar por tratamento no hospital. Um levantamento feito pela instituição apontou que na maioria das vezes não havia necessidade, e que o problema podia ser resolvido nos hospitais de suas cidades de origem.

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Sobre os leitos de retaguarda, são 40 vagas adquiridas em hospitais da região, custeadas pelo Estado. Assim, pessoas que precisam de atendimento podem ser transferidas do Husm para esses hospitais, onde passam pelo tratamento.

– O problema é que nós não conseguimos preencher todas as vagas, pois devido às regras do Estado, só podem ser transferidos pacientes básicos. Precisaríamos que houvesse flexibilidade na regulação do Estado para que pudéssemos transferir os complexos – explica o responsável pelo PS do Husm, Salvador Penteado.

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Em andamento, está a obra de ampliação de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), em cima do PS, que vai duplicar a capacidade, mas não vai resolver o problema do PS devido ao tipo de pacientes (que precisam de atendimento em UTI) que vai receber atendimento nessas unidades. Penteado conta que uma obra de ampliação do PS não seria a solução mais interessante, mas sim a de viabilização de leitos, como no caso de leitos de retaguarda.

Nesta sexta-feira, o número de pacientes nos corredores começou a diminuir.

 
 

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