Polícia trata explosão de fogos de artifício que matou dois em Tupanciretã como acidente - Diário de Santa Maria

Versão mobile

Fatalidade02/01/2017 | 19h35Atualizada em 02/01/2017 | 20h04

Polícia trata explosão de fogos de artifício que matou dois em Tupanciretã como acidente

Proprietário do clube onde aconteceu o acidente e o filho dele prestaram depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira

Polícia trata explosão de fogos de artifício que matou dois em Tupanciretã como acidente Divulgação/Divulgação
Acidente aconteceu na sede da Associação dos Funcionários da Cocevvil Comércio de Cereais (Afuco) Foto: Divulgação / Divulgação

Prestou depoimento, na tarde de ontem, o dono da Associação dos Funcionários da Cocevvil Comércio de Cereais (Afuco), clube de Tupanciretã onde duas pessoas morreram após um acidente com fogos de artifício em Tupanciretã, por volta da meia-noite do último domingo.  O filho do empresário também foi ouvido.

Conforme o delegado Adriano de Rossi, titular da delegacia em Tupanciretã e responsável pela investigação, o caso é tratado como acidente.

Rossi conta que pai e filho disseram que os fogos tinham sido instalados longe do local onde ocorria a festa da família. Eles foram acionados por meio de uma central de disparo, porém, um morteiro não detonou.

Homem morre e dois ficam feridos ao serem atingidos por fogos de artifícios em clube de Tupanciretã

– O proprietário teria dito que (os convidados) desistissem e fossem comer. Só que uma das vítimas questionou o motivo de o explosivo não ter sido acionado, já que era o mais bonito. Ele teria dito que iria até os fogos para tentar acendê-lo manualmente. E foi com uma caixa de fósforos – diz o delegado.

A vítima era Marcelo Almeida Barcellos, 35 anos, funcionário da cerealista do qual o proprietário do clube também é dono, e convidado da festa. Ele foi até os fogos acompanhado do filho do empresário. Mas, como ventava, Barcellos não conseguiu acender os fósforos. Nesse momento, teria aparecido a segunda vítima, Gilvan Silva, 36, marido de uma funcionária da cerealista e também convidado. Eles teriam tido a ideia de usar um isqueiro.

– A primeira vítima teria colocado fogo em um pavio e colocado dentro do tubo onde estava o morteiro, mas ele apagou por causa do vento. A segunda vítima teria feito uma proteção com as mãos, na boca do tubo, para evitar que a chama apagasse. O filho do dono teria se afastado. Depois, o fogo de artifício explodiu – conta o delegado.

"Acordei com a ligação de que ele tinha sofrido um acidente", diz pai de vítima de explosão com fogos de artifício

Barcellos foi atingido no rosto e morreu na hora. Silva sofreu queimaduras e morreu na noite de domingo no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). O filho do dono sofreu ferimentos leves.

Conforme a Polícia Civil, não havia nada de irregular nos fogos, que foram adquiridos de uma empresa de Porto Alegre pela família do empresário e instalados por ela. A estrutura onde eles foram montados também não apresentava problemas.

– Neste momento, a suspeita é de que houve manuseio incorreto dos fogos, o que resultou no acidente. Aguardamos os laudos das necropsias e vamos ouvir mais algumas testemunhas para fechar o inquérito.

As testemunhas devem ser ouvidas nesta terça-feira. Elas são necessárias para confrontar os depoimentos do pai e do filho, que não tiveram os nomes divulgados pela polícia.

 
 

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMCasa de Saúde retoma serviço de partos nesta segunda-feira https://t.co/UY5RbnrZ2D https://t.co/SFP0qDHAAvhá 10 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMGuarda Municipal aborda carroceiro no Centro e o leva a delegacia https://t.co/xuuEtiGGyK https://t.co/dAi1oGpvbrhá 10 horas Retweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros