Polícia confirma assassinato e Santa Maria fecha 2016 com 66 homicídios - Diário de Santa Maria

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Recorde07/01/2017 | 06h09Atualizada em 07/01/2017 | 06h09

Polícia confirma assassinato e Santa Maria fecha 2016 com 66 homicídios

2016 termina com exatamente 10 homicídios a mais do que em 2015

Polícia confirma assassinato e Santa Maria fecha 2016 com 66 homicídios Maiara Bersh / Agência RBS/Agência RBS
Corpo de idoso que desapareceu foi encontrado em julho. Ainda não havia definição se ele havia sido assassinado ou não Foto: Maiara Bersh / Agência RBS / Agência RBS

Quando o primeiro semestre de 2016 terminou, Santa Maria registrava 26 homicídios, dois a menos que no mesmo período de 2015. No entanto, o segundo semestre do ano que recém acabou ampliou, e muito, essa estatística de assassinatos. Foram espantosas 40 mortes, contra 28 em relação à segunda metade de 2015. Com isso, a cidade fechou, pelo quinto ano consecutivo, com um recorde no número de pessoas assassinadas. É o terceiro ano que o índice sobe acima dos 10%. São exatamente 17,8% de acréscimo, elevando a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes de 20,3 para 23,9. Sendo assim, o município ultrapassa a média gaúcha, que é de 23,2, e aproxima-se da média brasileira, que é de 26,6, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2016, organizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Corpo encontrado em Santa Maria pode ser de idoso que está desaparecido

No dia 31 de dezembro de 2016, foi registrada a última morte do ano. No entanto, um caso do ano passado ainda não havia sido confirmado como assassinato. Djanir Félix da Silva, 84 anos, havia desaparecido em Santa Maria no dia 22 de junho, depois que desembarcou de um ônibus que vinha de Formigueiro. O corpo dele foi encontrado no dia 19 de julho, em um pequeno córrego no bairro Urlândia. O delegado Gabriel Zanella, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirma que o idoso foi morto de forma violenta. Porém, como Silva foi encontrado sem documentos, cartão do banco e dinheiro, para o delegado, a investigação aponta, provavelmente, para um caso de latrocínio (roubo com morte).

Corpo encontrado em Santa Maria é de idoso desaparecido

Além disso, ainda está em investigação a morte de Flavio Vanderlei Silva da Rosa, 43 anos, no dia 26 de dezembro, no bairro Juscelino Kubitschek, na Região Oeste. Ele é irmão de Edson Marcos Silva da Rosa, apontado pela Polícia Civil como um dos líderes do grupo que tentou dominar o Beco da Tela. Rosa foi encontrado morto com um tiro na boca, dentro da casa em que morava, que teve a porta arrombada. A morte dele não é contabilizada nas estatísticas porque a DHPP trata o caso, inicialmente, como suicídio.

Polícia investiga desaparecimento de idoso em Santa Maria

Criada em fevereiro do ano passado, a DHPP prendeu, desde então, 53 pessoas e apreendeu seis adolescentes suspeitos de envolvimento em homicídios e tentativas de homicídio. E o percentual de elucidação dos crimes também cresceu. Em 2015, 87% dos assassinatos tiveram seus autores descobertos, enquanto nas tentativas de homicídio o índice foi de 45%. Em 2016, houve aumento de 90% na resolução dos homicídios e de e 80% nas tentativas.

Vítima do último homicídio de 2016 em Santa Maria pode ter sido morta por discussão 

– São casos extremamente complexos, quase crimes perfeitos. Temos números muito bons, fruto do trabalho de uma equipe dedicada. Muitos homicídios e tentativas têm esse viés da vingança, por isso, ressaltamos também a importância dessas prisões – analisa o delegado Zanella.

Preso por ataque pode ser indiciado por tentativa de homicídio ou de latrocínio

Assim como em 2015, no ano passado a Região Oeste foi a mais afetada pela violência letal. Dos oito bairros que compõem àquela região, apenas um, o bairro São João, não registrou assassinatos. Novamente, o bairro Nova Santa Marta foi o que mais presenciou homicídios: foram nove em 2016. Logo em seguida, vem a Região Nordeste, com 13 – o índice é quatro vezes mais do que no ano retrasado, quando houve três mortes nessa região. Esse aumento pode ser explicado também pelo acréscimo de mortes no bairro João Goulart, onde foram registrados cinco assassinatos. Os moradores do bairro não haviam presenciado homicídios em 2015. No local, está localizado o Beco da Tela, cenário de três execuções em 2016 e também onde a facção Bala na Cara tentou se instalar. Esse aumento considerável naquela região é atribuído à disputa pelo tráfico de drogas . Veja mais estatísticas e a opinião de especialistas ao lado.


 
 

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