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Auto-escola fechou05/01/2017 | 09h32Atualizada em 05/01/2017 | 09h32

Pelo menos 122 alunos de CFC estão na lista de lesados em Santa Maria

Detran diz que restituição de valores deve ser feita com a Dirija

Pelo menos 122 alunos de CFC estão na lista de lesados em Santa Maria Jessé Giotti/Agencia RBS
Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Desde segunda e até o fim da tarde desta quarta-feira, 122 clientes do CFC Dirija já haviam procurado o CFC Padre Réus. O motivo: dar encaminhamento aos processos de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou simplesmente obter respostas sobre como proceder desde que a auto-escola em que estavam matriculados anunciou a suspensão dos serviços, na semana passada.

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A maioria dos alunos diz já ter pago valor das carteiras, mas ainda não conseguiram concluir as aulas teóricas e práticas. O diretor do Padre Réus, João Guasso, diz que os alunos que o procuraram foram cadastrados. Contudo, os procedimentos vão depender das definições do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

– O que foi pago lá (no Dirija), ficou lá. Vamos aguardar para ver se os processos virão, mas não há definição – diz Guasso.

No dia 3 de novembro, o filho do entregador de jornais Elsiomar Machado Lemos, 35 anos, procurou o Dirija e pagou R$ R$ 2.718 para obter o documento, mesmo não tendo completado 18 anos. Seu temor é não ter ressarcido o valor pagos.

– Na Padre Réus, me falaram que nem poderiam ter recebido esse dinheiro já que o guri não tinha feito 18 e que ainda não poderiam fazer nada – diz Lemos, que já procurou um advogado para intermediar a questão.

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No fim da tarde desta quarta-feira, a assessoria de comunicação do Detran, informou, por meio de nota, que os candidatos/condutores que pagaram as taxas cobradas pelo departamento (como exames e provas) ficam registradas no sistema, podendo ser usadas no período de até cinco anos. A má notícia é que os serviços oferecidos pelos CFCs, como aulas teóricas, práticas e com simulador, são pagas diretamente à empresa. Por isso, o cliente deve buscar a restituição desses valores junto ao CFC contratado, no caso, o CFC Dirija.

Funcionários indignados
Ex-funcionários fizeram um protesto em frente à sede da empresa na sexta-feira, em função de atrasos salariais e pendências nos depósitos do FGTS. Nesta semana, 2ª Vara de Justiça do Trabalho de Santa Maria bloqueou parcialmente os bens do proprietário do Dirija, Romualdo Ceretta Júnior.
No início da noite desta quarta-feira,o Diário tentou contato telefônico com Ceretta por três vezes, mas as ligações não foram atendidas.


 
 

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