Marido de mulher desaparecida em Dilermando de Aguiar é indiciado por homicídio - Diário de Santa Maria

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Investigação04/01/2017 | 20h30Atualizada em 04/01/2017 | 20h30

Marido de mulher desaparecida em Dilermando de Aguiar é indiciado por homicídio

Antonio Adelar Rigão Stello, 50 anos, também foi indiciado por ocultação de cadáver e por ameaçar testemunhas

Marido de mulher desaparecida em Dilermando de Aguiar é indiciado por homicídio Germano Rorato/Agencia RBS
Stello participou de reconstituição em sua propriedade para mostra como tudo aconteceu no dia em que encontrou o carro da mulher, Ana Lúcia Drusião, 35 anos Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Depois de quase oito meses do desaparecimento da diarista Ana Lúcia Drusião, 35 anos, a Polícia Civil concluiu, pouco antes do Natal, o inquérito que apurou o sumiço da mulher em Dilermando de Aguiar. O delegado Gabriel Zanella, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que comandou a investigação, indiciou o marido dela, Antonio Adelar Rigão Stello, 50 anos, por homicídio qualificado – com quatro qualificadoras.

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Além disso, Stello poderá responder pelos crimes de ocultação de cadáver, já que o corpo de Ana Lúcia ainda não foi encontrado, e também por coação no curso do processo, pois ele teria ameaçado testemunhas.

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As qualificadoras são por motivo fútil, em razão de ciúmes pela mulher estar com outro homem (eles estavam em processo de divórcio), motivo torpe, já que o suspeito não queria repartir os bens, por não ter dado chances de defesa à vítima e também por feminicídio, já que se configura violência doméstica. 

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Ainda conforme o delegado, o Ministério Público já ofereceu denúncia à Justiça, mas ainda não há uma definição por conta do recesso do Poder Judiciário. Também não foi deferido o pedido de prisão preventiva de Stello. Ele já havia sido preso temporariamente em setembro do ano passado, mas foi solto após habeas corpus.

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– É um caso que demos por concluído, mas, qualquer pista acerca do corpo dela, nós vamos atrás. Não podemos revelar muitos detalhes porque não foi o primeiro e não será o último crime complexo como esse. O trabalho da Polícia Civil, aliado às perícias, foram fundamentais para chegarmos a essa conclusão – afirma Zanella.

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O advogado que defende Stello, Fabiano Braga Pires, contesta o indiciamento e diz que não há provas contra o seu cliente.

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– Não há motivo que viesse a ensejar esse indiciamento. Há uma total falta de provas de autoria e materialidade. O Adelar auxiliou a polícia, deixou a sua casa de portas abertas para toda a investigação. Dificilmente, quem tem culpa iria auxiliar dessa maneira. Não estou sabendo dessa coação, não fui intimado do indiciamento ainda, e o Adelar não foi citado. Estamos tranquilos e, ao final do processo, vamos comprovar que a absolvição é a medida que se impõe – defende Pires.

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Ana Lúcia desapareceu em 30 de maio de 2016. O carro dela foi encontrado na localidade de Três Coqueiros, em Dilermando de Aguiar, próximo da BR-158, em 31 de maio. Foi Adelar quem encontrou o veículo e acionou a polícia.

 

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