Especialistas da UFSM vão ajudar a prefeitura na solução de problemas crônicos da cidade - Diário de Santa Maria

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Alagamentos07/01/2017 | 09h06Atualizada em 07/01/2017 | 09h06

Especialistas da UFSM vão ajudar a prefeitura na solução de problemas crônicos da cidade

Prefeito Pozzobom pedirá aos secretários uma lista dos oito locais que registram alagamentos na cidade e enviará a listagem para os pesquisadores da UFSM analisarem e apontarem soluções

Especialistas da UFSM vão ajudar a prefeitura na solução de problemas crônicos da cidade Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Antes mesmo de assumir a prefeitura, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) e o vice, Sergio Cechin, procuraram o reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Burmann, e pesquisadores para pedir ajuda na solução de problemas crônicos da cidade. Entre eles, os alagamentos. Pozzobom afirmou que pedirá aos secretários uma lista dos oito pontos que registram esse problema e, a partir disso, enviará a listagem para que pesquisadores da UFSM analisem e apontem soluções.

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– Santa Maria é uma cidade cheia de sangas e uma cidade oca. Ou começamos a planejar a cidade em relação aos alagamentos ou vamos continuar na mesma coisa. Isso vai ser parte da revisão do Plano Diretor, em que vamos chamar os técnicos e as universidades. Temos de ter uma base técnica. Inclusive, o mundo todo está permitindo e deixando construir para cima, e não mais para os lados. Vamos rever isso – afirmou o prefeito.

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A partir desse diagnóstico, Pozzobom avaliará o que será possível fazer a curto e médio prazos. Além de obras para acabar com as inundações, que costumam ser caras, o prefeito pretende propor leis para evitar que a cidade ganhe mais pontos de alagamentos no futuro.

Contrapartida

Um dos projetos deve cobrar uma contrapartida de futuros loteamentos e de grandes empreendimentos. Se o projeto for aprovado na Câmara, grandes obras só serão autorizadas se os donos fizerem medidas de compensação para armazenar água da chuva ou aumentar a infiltração no solo, para compensar as áreas verdes que foram impermeabilizadas com concreto de casas, prédios e calçadas.

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É isso o que defende o professor Daniel Allasia, do curso de Engenharia Ambiental da UFSM, que está disposto a colaborar com a prefeitura no planejamento e a apontar soluções para as áreas que alagam.

– Santa Maria teve um boom da construção. Onde antigamente tinha fazenda, campo e floresta, e a água infiltrava no solo, hoje tem concreto, e essa água vai escoar para algum lugar, que pode vir a alagar. É preciso que, de alguma forma, a gente comece a planejar a drenagem urbana. O melhor momento era há 20 anos, o segundo melhor momento é agora. Então, a gente precisa planejar para que esse crescimento de Santa Maria não condene nossos filhos e netos a uma situação totalmente insustentável – afirmou Allasia, ao Diário, em outubro.

Pequenas ações para evitar novos transtornos

O professor da UFSM Daniel Allasia reforça que, para evitar que surjam novas áreas de alagamentos em cidades como Santa Maria, a criação de um plano de drenagem urbana é fundamental, e que a aprovação de leis exigindo medidas compensatórias – como as que Pozzobom quer propor – tem um custo muito baixo e ótimo resultado.

– Planejamento significa pequenas ações que as pessoas e os empreendedores façam, dentro de seus estabelecimentos, loteamentos e que geram um impacto na cidade, e a um custo relativamente baixo. Agora, consertar depois (áreas alagadas), que significa construir ou revestir canal, isso custa muito caro, milhões e milhões, quando se tem uma solução praticamente de custo zero – disse.

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Ele sugere que seja aprovada uma lei na cidade para que quem for construir novas casas grandes, a partir de 20m x 30m, loteamentos e empresas sejam obrigados a incluir nos projetos medidas simples para evitar que parte da água da chuva corra rapidamente para a rua. É que, ao retê-la na hora da enxurrada, evita-se que grandes volumes cheguem logo às regiões mais baixas da cidade e, com isso, não ocorram os alagamentos.

O dono do imóvel poderá escolher se quer armazenar a água da chuva em reservatórios para reutilizá-la ou construir pequenas obras para aumentar a infiltração no terreno – pode ser um jardim de chuva (no formato de uma grande bacia e que vira um laguinho só quando chove), uma trincheira de infiltração (uma grande vala preenchida com brita e que armazenada a água na hora da chuva) ou até um telhado verde (com terra e vegetação sobre o telhado), que tem um custo maior.

– São medidas simples. Alem dos jardins de chuva ou trincheiras de infiltração, quando for construir, nos jardins, por baixo, basta colocar muita brita por baixo da terra, pois isso vai aumentar a capacidade de armazenagem e infiltração dessa água no solo.


 
 

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