Desde 2010, escola estadual espera por obra que salve quadra esportiva - Diário de Santa Maria

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Educação14/01/2017 | 08h30Atualizada em 14/01/2017 | 08h30

Desde 2010, escola estadual espera por obra que salve quadra esportiva

Apesar dos pedidos, obra não tem aval do governo do Estado

Desde 2010, escola estadual espera por obra que salve quadra esportiva Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Há sete anos, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Antônio Xavier da Rocha, do bairro Itararé, enfrenta dificuldades para que os cerca de 360 alunos tenham um local para a prática de Educação Física. Isso porque a antiga quadra de esporte e a pracinha, que ficavam aos fundos da escola, tiveram de ser desativadas depois que a erosão de um barranco causou a interdição da área.

Desde 2010, a direção luta para que um muro de contenção seja construído e evite um deslizamento de terra ainda maior sobre a quadra. A demora do Estado na resolução do problema transformou o local. Lá, hoje, em vez de prática de esportes e brinquedos, o que se vê é lixo, carcaças de equipamentos esportivos, como goleiras, ervas-daninhas e mato alto.

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Até dezembro, as aulas de Educação Física da escola eram realizadas no Clube 21 de Abril, que, reformado, reabriu as portas em meados do ano passado e cedeu seu espaço. Antes, a situação era dramática. Alunos praticavam esportes em uma pequena área coberta na parte da frente da escola, disputando espaço com pilares de concreto.

Cansados de esperar por ações e de receber a justificativa de que o orçamento a ser empregado na construção do muro ultrapassaria R$ 1 milhão, a direção da escola decidiu construir. A nova obra, que ocupa parte do terreno lateral da instituição, foi viabilizada por R$ 119,142,76 seguido de um aditivo que chega a cerca de R$ 150 mil. O projeto inclui duas salas de aula, um muro frontal e a pavimentação de um espaço que servirá como quadra de esportes.

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A previsão é que o novo espaço seja concluído até 10 de fevereiro, quase um mês antes do reinício das aulas, em 6 de março. Enquanto isso, a direção é cética em relação a obra muro que segue emperrada.

– Todos os anos, vem um engenheiro, faz a vistoria e nada é feito. Na época das eleições, muitos vereadores apareceram dizendo que iam tomar providências junto ao governo Estadual. Temos a escritura, mas a prefeitura também disse que o terreno é dela e que quer abrir uma avenida. Não sabemos de mais de nada. Duas vezes por ano, temos de fazer risotos e rifas para arrecadar dinheiro e limpar o matagal – lamenta a diretora da escola, Rosicler Knackfuss Guimarães.

Por meio da assessoria da prefeitura, a Secretaria de Gestão e Modernização Administrativa diz que a quadra tomada pelo mato foi doada ao Estado no ano 2000. A secretaria confirma a intenção de abrir uma rua nas proximidades, mas ela não passa sobre o terreno da escola.

Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Segundo o titular da 8ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (8ª CROP), Vilmar Pizani, periodicamente, equipes realizam visitas técnicas e relatórios na área interditada da Escola Antônio Xavier da Rocha. A última vistoria foi realizada há cerca de quatro meses, quando foi constatado que o local não oferecia riscos.

– Fizemos a fiscalização, projetos e orçamentos. Mas, não temos o que fazer, o que executar, até que a Secretaria Estadual de Educação garanta recursos para fazermos a obra – explica o coordenador.

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Adjunta da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª CRE), Jussara Finamor, disse que, na sexta-feira, o órgão esteve fechado para manutenção e que não poderia falar sobre o caso sem ter acesso às informações. Jussara, porém, salientou que a 8ª CRE prioriza atender escolas com pedidos emergenciais:

– Nosso compromisso é ser ponte entre as escolas e a Secretaria Estadual de Educação. Esses processos envolvem a aprovação de vários setores e liberação de verbas. Atendemos o emergencial: reparos elétricos, hidráulicos e em telhados.

 
 

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