"Acordei com a ligação de que ele tinha sofrido um acidente", diz pai de vítima de explosão com fogos de artifício - Diário de Santa Maria

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Tupanciretã01/01/2017 | 18h47Atualizada em 01/01/2017 | 19h59

"Acordei com a ligação de que ele tinha sofrido um acidente", diz pai de vítima de explosão com fogos de artifício

Polícia Civil deve ouvir filho e proprietário de espaço onde ocorreria o show de Réveillon

"Acordei com a ligação de que ele tinha sofrido um acidente", diz pai de vítima de explosão com fogos de artifício Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

Dirceu Severo Barcellos, 62 anos, acordou às 2h30min deste domingo com uma ligação. Ele não se recorda quem falava do outro lado, mas essa pessoa dizia que seu filho havia sofrido um acidente envolvendo fogos de artifício. Quando chegou ao hospital Brazilina Terra, descobriu que Marcelo Almeida Barcellos, 35, havia morrido.

– Não tem o que falar – desabafa.

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Natural de Tupanciretã, separado e pai de Ana Clara Almeida Barcellos, uma menina de 6 anos, Marcelo, segundo Dirceu, trabalhava na organização de eventos e outros serviços para a Associação dos Funcionários da Cocevvil Comércio de Cereais (Afuco), há cerca de 15 anos. Dirceu diz que era comum que ele se envolvesse na organização dos shows de fogos.

– Foi um excelente rapaz. Trabalhador, que cuidava da família. A filha não morava com ele, mas ele sempre tentava estar próximo, participar da vida dela. Não posso falar nada de ruim – conta Barcellos.

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Além da filha, Marcelo deixa a companheira, Ana Paula Mendonça, a mãe, Loiraci Almeida Barcellos, e a irmã, Miria Barcellos.

O sepultamento do corpo de Marcelo está previsto para ocorrer às 19h no Cemitério Municipal de Tupanciretã. O velório ocorre na capela da Funerária São Camilo.

O acidente
De acordo com a Brigada Militar (BM), o acidente aconteceu por volta das 0h30min na sede da Afuco, que fica na Avenida Getúlio Vargas, em Tupanciretã. A festa era particular e, quando a guarnição chegou ao local, havia cerca de 40 pessoas no espaço.

A Polícia Civil apurou que o filho do proprietário do clube (os nomes não foram informados) teria chamado Gilvan Silva, 36, e Barcellos para ver o que teria acontecido com os fogos, instalados próximos de uma barragem, distante do público, depois que parte deles não teria detonado.

Ao chegar próximo da estrutura onde foram montados os fogos, o trio teria tentado acioná-los de forma manual, mas eles não detonaram. Então, Barcellos teria ido e olhado dentro de uma espécie de tubo, onde havia fogos instalados. Neste momento, aconteceu a explosão. Barcellos foi atingido na cabeça e morreu na hora.

A festa terminou assim que o acidente aconteceu.

Investigação
A Polícia Civil deve chamar o filho do proprietário e o proprietário para prestar depoimento. Isso deve acontecer a partir desta segunda-feira.

Informações preliminares a dão conta de que a decisão de acender os fogos manualmente teria sido tomada sem o consentimento do proprietário. Além disso, os fogos teriam sido adquiridos em loja especializada. Não há informação sobre se os funcionários tinham treinamento para manusear fogos de artifício.

O Diário tentou contato por telefone com o proprietário, mas todas as ligações caíram na caixa de mensagem. Uma mensagem via SMS também foi enviada, mas não houve retorno até as 17h20min.

mas não houve retorno até as 17h20min.

 
 

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