Mais de 2,4 mil competiram por vagas no último PS da UFSM   - Diário de Santa Maria

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Ensino Superior18/12/2016 | 20h31Atualizada em 19/12/2016 | 09h42

Mais de 2,4 mil competiram por vagas no último PS da UFSM  

Em paralelo ao PS3, houve o segundo processo seletivo indígena da história da UFSM

Mais de 2,4 mil competiram por vagas no último PS da UFSM   Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Neste domingo, ocorreu a última prova do Processo Seletivo Seriado (PS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Exatamente 2.467 candidatos competiram por uma das 974 vagas em cursos de graduação distribuídas entre os campi da UFSM em Santa Maria, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Silveira Martins.

A maratona começou às 8h com a prova objetiva, que se estendeu até às 12h20min. Eram 58 questões de 13 disciplinas. Após a pausa para o almoço, foi retomada às 15h com a prova de redação, que se estendeu até às 18h e teve como tema a "flexibilização curricular do Ensino Médio".

Duas das candidatas são Júlia Londero, 16 anos, e Brenda Stello, 17. Elas conferiam juntas, em frente ao Centro de Tecnologia (CT), as questões que acertaram. Júlia quer uma vaga em Desenho Industrial e Brenda uma em Medicina. Estão confiantes e lamentam esse ser a última prova para ingresso na UFSM no formato seriado.

– É uma pena. Poder fazer uma prova ao fim de cada ano com o conteúdo de uma única série é muito melhor – conta Júlia.

– E é uma prova muito bem-feita. É temática, tem menos questões, o tempo cabe direitinho e é mais fácil de estudar para ela – diz Brenda.

A família Diefenbach saiu cedo de São Vicente do Sul para que Viviana, 17, e duas amigas pudessem prestar as provas. Era 6h quando partiram, chegando em Santa Maria com tempo de sobra, sem a necessidade de correria. A professora Enir Diefenbach, 57, e o servidor público Aloísio Diefenbach, 61, descansavam junto ao carro no qual viajaram, na expectativa da volta da filha da sala de aula onde redigiu a redação. Viviana quer cursar administração.

Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

– Estamos sempre juntos e depositando toda a confiança na capacidade dela. Agora, é aguardar o resultado – conta Aloísio.

A organização do processo seletivo foi elogiada por todas as pessoas ouvidas pelo Diário. A única reclamação foi quanto à falta de banheiros, já que não era possível entrar nos locais de prova e os demais prédios estavam fechados por ser domingo. De acordo com a pró-reitora de graduação, Martha Bohrer Adaime, a falta de banheiros é um problema até então sem solução, já que não há licitação para contratação de uma empresa que forneça banheiros químicos.

– Qualquer atividade que ocorra no domingo dentro do campus em Camobi da UFSM enfrenta esse problema. É algo do qual temos conhecimento, e estamos vendo como vamos resolver essa questão – conta.

Confira aqui o gabarito e as provas objetiva e de redação. O listão com os aprovados depende da divulgação da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já que parte da nota do PS é composta pela do exame. A expectativa é que o resultado saia até meados de janeiro de 2017.

O processo seletivo indígena

Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Em paralelo ao PS3, houve o segundo processo seletivo indígena da história da UFSM, no qual participaram 200 indígenas aldeados que competem por 20 vagasem cursos de graduação. Diferente do ano passado, este ano foram ofertadas duasvagas em enfermagem e medicina.

Diferente do processo seletivo convencional, as vagas são oferecidas de acordo com a necessidade das aldeias por profissionais específicos. Outro ponto é que a prova objetiva tem um total de 20 questões, todas elas relacionadas à cultura indígena. A redação tem a mesma temática.

– Foi com muita luta que conquistamos esse direito, e a nossa avaliação não poderia ser melhor. Ainda há muito a ser feito, claro, masnão temos reclamações – diz o cacique da aldeia indígena kaigang Três Soitas, Natanael Claudino, 33 anos, que quer uma vaga em História.

Conforme a professora da UFSM, Rosane Mello, que trabalha políticas públicas e ações afirmativas voltadas para os indígenas, o processo seletivo foi construído junto das tribos, de forma atender os seus interesses. Este ano, houve 390 inscritos, mas 200 inscrições foram homologadas.

– Diferente da cota para indígenas, o processo seletivo é específico para indígenas aldeados. As aldeias nos informam de que tipo de profissional tem necessidade, e assim são disponibilizadas as vagas. Eles têm muita necessidade de enfermeiros e médicos, e este ano houve oferta de vagas para essas áreas – relata Rosane.

 
 

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