Uma cidade consternada: como ocorreu a chacina de Pinhal Grande - Diário de Santa Maria

Violência30/11/2016 | 09h43Atualizada em 30/11/2016 | 10h17

Uma cidade consternada: como ocorreu a chacina de Pinhal Grande

Tragédia que vitimou uma criança, dois adolescentes e um idoso chocou a cidade. Suspeito ainda está foragido

Uma cidade consternada: como ocorreu a chacina de Pinhal Grande Germano Rorato/Agencia RBS
Cerca de 40 profissionais da Polícia Civil e da Brigada Militar trabalharam nas buscas ao suspeito durante toda a terça-feira Foto: Germano Rorato / Agencia RBS
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Os moradores de Pinhal Grande, cidade da Quarta Colônia de Imigração Italiana, já tinham visto crimes violentos, mas nunca como os que foram cometidos, em série, na manhã de terça-feira. O suspeito, um homem de 41 anos, teria assassinado a tiros quatro pessoas, na localidade de Rincão dos Basílio, interior do município.Os crimes não teriam tido uma motivação única, mas variadas, segundo as investigações da Polícia Civil.

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O pequeno Iran Gonçalves dos Santos, 10 anos, teria sido morto porque a mãe do menino e o suspeito estariam em meio a uma disputa de terras. A mulher havia registrado o fato que gerou a abertura de um inquérito que tramitava na Delegacia de Polícia Civil. Alex Cardoso, 17 anos, teria sido morto porque seu pai teria ficado com parte de uma plantação de milho do atirador. A família da vítima, que arrendava terras para o suspeito, nega o fato.

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Enteada do suspeito, Bianca Moraes de Salles, 16 anos, estava envolvida em uma investigação de suposto abuso sexual por parte do suspeito. O crime era investigado pela Polícia Civil de Júlio de Castilhos. Já o agricultor Afonso Gonçalves, 60 anos – companheiro de uma prima do suspeito, era irmão da mulher que disputava terras com ele. 

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Em depoimento à Polícia Civil, a companheira do idoso, Florentina, disse que o suspeito tinha raiva de Gonçalves por dois motivos: por ciúme de Bianca, de quem seria próximo, e porque a vítima teria quebrado a mesa de um bar que o suposto autor dos crimes cuidava na localidade.

A chacina começou por volta das 7h. Segundo apuração preliminar da Polícia Civil, a primeira vítima foi Bianca. Ela tomou um tiro no cabeça, e a perícia suspeita que o assassinato tenha sucedido o estupro da adolescente. O segundo alvo foi Iran, alvejado na cabeça enquanto caminhava em direção à escola. 

Na sequência, ele atirou contra o crânio de Alex, que esperava o ônibus escolar em um abrigo. Depois, ele teria ido de carro até a casa de Gonçalves, disparando contra seu pescoço. Depois, o homem fugiu de carro.

Suspeito abandonou seu carro a 500 metros da casa da última vítima Foto: Jean Pimentel / Agência RBS

Durante o dia, mais de 40 policiais civis e militares de Santa Maria, Pinhal Grande, Júlio de Castilhos, Faxinal do Soturno, Agudo e Nova Palma fizeram buscas na região, seguindo pistas vindas da comunidade, mas nenhuma pista se confirmou. Até o fechamento desta edição, o suspeito seguia foragido, mas seu carro havia sido encontrado a cerca de 500 metros da casa de Afonso, o último assassinado.

Uma testemunha ocular

Na terça-feira à tarde, a polícia começou a ouvir parentes das vítimas. Entre eles, o irmão de Iran, que estava com ele no momento do crime. O adolescente de 16 anos contou que ele e o menino caminhavam pela estrada quando o suspeito se aproximou. O homem perguntou se o pai deles havia tirado animais da propriedade dele. O adolescente disse que não sabia. Foi aí que o homem foi até Iran, pegou-o por uma orelha e abaixou-o até o chão. 

Repetiu a pergunta à criança, mas não deu tempo para que ele respondesse. Disparou contra a cabeça do menino na frente do irmão. O atirador então teria mandado o adolescente chamar seus pais, que seriam "os próximos". Ele correu para casa, mas quando voltaram, ele já havia fugido. O pai levou o filho ao hospital, mas era tarde demais.

 
 

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