Suspeita de maus-tratos a animais em Santa Maria é indiciada por estelionato - Diário de Santa Maria

Investigação22/11/2016 | 14h03Atualizada em 22/11/2016 | 14h03

Suspeita de maus-tratos a animais em Santa Maria é indiciada por estelionato

Ex-presidente do Gaspa teria recebido dinheiro de doações e não teria usado o valor para cuidado dos animais

Suspeita de maus-tratos a animais em Santa Maria é indiciada por estelionato Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

A 3ª Delegacia de Polícia (3ª DP) de Santa Maria indiciou Elis Dal Forno Parode, que se diz ex-presidente do Grupo de Apoio Santa-Mariense de Proteção Animal (Gaspa) e é suspeita de maus-tratos a animais, por estelionato. Esse é um dos inquéritos que apura a responsabilidade dela no caso dos cadáveres de cães que foram encontrados no sobrado em que ela era locatária em 14 de setembro deste ano.

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De acordo com o delegado André Diefenbach, titular da 3ª DP e responsável pela investigação, Elis teria usado dinheiro de doações recebidas pela Gaspa para fim particular, o que configura o crime de estelionato.

Uma das vítimas disse à Polícia Civil que Elis tinha pedido, por meio de uma publicação no Facebook, dinheiro para vacinar cachorros que tinha resgatado. A vítima sinalizou na postagem que estava disposta a ajudar e Elis entrou em contato com ela por meio de uma conversa privada na rede social. Ela repassou para a vítima dados de uma conta bancária particular, no seu nome, onde foi feito o depósito. As conversas que teve com Elis e o comprovante do depósito foram documentadas e entregues à Polícia Civil.

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Elis foi chamada para prestar novo depoimento. Ela confirmou que recebeu a doação e afirmou que o valor foi usado para o cuidado dos cães. No entanto, não tinha provas.

– Nós juntamos ao inquérito a cópia do laudo da morte dos animais, para fins de ilustração, e presume-se que o dinheiro não foi usado para o bem-estar deles, por isso o indiciamento desse primeiro inquérito foi por estelionato – explica o delegado Diefenbach.

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O Diário ligou para o telefone de Elis, mas as chamadas caíram na caixa. Até o fechamento da reportagem, ela não havia retornado.

Primeiro depoimento
A suspeita nega envolvimento na morte dos cães. Assim como em setembro, disse que já havia deixado o sobrado, que fica na Avenida Medianeira, cerca de três meses antes de os bichos terem sido encontrados e que havia doado eles. Ela afirmou ainda que alguém colocou os cães lá para incriminá-la.

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No primeiro depoimento prestado por ela à Polícia Civil, em 3 de novembro, o delegado Diefenbach disse que pelo menos uma contradição foi detectada.

Elis contou que havia um cachorro paraplégico, que ela cuidava no sobrado, mas que ele também tinha sido doado quando deixou o local. Ela diz que ficou sabendo, depois, que o cachorro havia morrido na casa da família adotiva. Porém, no Laudo do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), consta que um dos cachorros que foi encontrado morto era paraplégico. O laudo comprovou que os animais tinham morrido de inanição há pelo menos 10 meses.

 
 

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