Perícia não confirma que sangue em roupa de suspeito era de Shelli Vidoto - Diário de Santa Maria

Caso Shelli11/11/2016 | 19h14Atualizada em 11/11/2016 | 19h14

Perícia não confirma que sangue em roupa de suspeito era de Shelli Vidoto

Laudo que analisou sangue encontrado em roupa de Bruno Laurindo Borges não confirmou

Perícia não confirma que sangue em roupa de suspeito era de Shelli Vidoto Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Foi conhecido, na terça-feira, um importante resultado do processo em que Bruno Laurindo Borges, 24 anos, é acusado de ter matado a relações públicas Shelli Uilla da Rosa Vidoto, 27 anos, durante um assalto no dia 8 de julho. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) remeteu à 4ª Vara Criminal, onde tramita o processo, a análise do laudo de DNA que buscava verificar se o sangue encontrado na roupa do acusado era compatível com o da vítima. No entanto, o resultado foi inconclusivo.

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A peça que fez parte da análise era um moletom preto, que foi apontado por testemunhas como sendo o que Bruno usava no dia do crime, na Rua Bento Gonçalves, no bairro Dores. A roupa foi apreendida uma semana depois, no dia 15, quando o suspeito foi preso preventivamente. De acordo com o laudo, "a amostra de sangue humano coletada no casaco de moletom apresentou perfil genético característico de mistura, não sendo possível a realização de comparação genética conclusiva com os perfis". A comparação foi feita com materiais genéticos coletados dos pais de Shelli.

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O defensor de Bruno, Wedner Lima, comemora o resultado e garante que seu cliente não foi o autor do crime.

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– A dúvida fica no ar. O resultado tanto é não quanto sim. É uma prova que não vai poder ser utilizada. Essa alegação da acusação já cai por terra. Como defesa, em cima da alegação do Bruno, que diz que ele não cometeu o delito, reforça a nossa posição de que ele é inocente. Na próxima audiência, vamos levantar as últimas provas e pedir a sua liberdade – afirma Lima.

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A próxima audiência do caso, quando devem ser ouvidas testemunhas de defesa que não compareceram na primeira sessão, e o réu deve prestar depoimento, está marcada para o próximo dia 24. Essa deve ser a última audiência do caso. Depois, o advogado de defesa de Bruno e o Ministério Público terão um prazo para as alegações finais, e, então, será conhecida a condenação ou não. Bruno segue preso na Penitenciária Estadual de Santa Maria.

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O Diário não conseguiu contato com o assistente de acusação, contratado pela família da vítima, Daniel Tonetto.

 
 

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