Pelo quarto ano seguido, número de assassinatos cresce em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Violência25/11/2016 | 08h17Atualizada em 25/11/2016 | 08h53

Pelo quarto ano seguido, número de assassinatos cresce em Santa Maria

Já são 57 assassinatos no ano, um a mais do que em 2015

Pelo quarto ano seguido, número de assassinatos cresce em Santa Maria Jean Pimentel/Agencia RBS
Já é o terceiro assassinato este ano no Beco da Tela Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

A marca já estava igualada, mas o triste prognóstico não demorou a acontecer, e Santa Maria, na madrugada de ontem, pelo quarto ano seguido, superou o número de homicídios. Isaías Escobar, 41 anos, foi a 57ª pessoa assassinada no município em 2016. No ano passado, foram 56.

Escobar foi morto com três tiros pouco depois da meia-noite, no Beco da Tela, que fica na Vila Schirmer, bairro João Goulart, região nordeste da cidade. Esse foi o terceiro homicídio do ano no Beco da Tela. O ato ficou marcado após a tentativa da facção Bala na Cara de tomar o local para dominar o tráfico de drogas na cidade. Vizinhos da vítima ouviram os disparos e encontraram o homem caído na frente de casa.

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– A principal linha de investigação é que seja uma execução relacionada ao tráfico de drogas, mas não necessariamente a mando ou por alguma facção criminosa. É uma investigação mais complexa do que as outras, já que as pessoas têm uma certa dificuldade para falar – explica o delegado Gabriel Zanella, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Região nordeste dispara

Ao analisar os dados de homicídios do ano passado, uma estatística salta aos olhos. A segunda região da cidade que registrou mais homicídios é a nordeste, exatamente onde fica o Beco da Tela. Em 2015, a região foi a que teve menos assassinatos, junto com a Região Leste, com três. Já neste ano, o número quadriplicou, são 12 homicídios, a maioria deles no bairro João Goulart.

Apesar da ligação do local com a facção da Capital, as autoridades policiais não acreditam que as mortes naquela região tenham vinculação com o grupo, mas, certamente, com o tráfico de drogas.

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– Não temos nenhuma informação concreta de que esse grupo realmente esteja na cidade. O Beco da Tela, assim como o Beco do Beijo (em Camobi), é um local de grande possibilidade de homicídios, porque há um alto envolvimento das pessoas com o tráfico de drogas – analisa o comandante do 1º Regimento de Polícia Montada da Brigada Militar, tenente-coronel Erivelto Hernandes.

Região Oeste

Outra região que chama a atenção é a Oeste, que continua sendo a que registra maior número de assassinatos: 15. Por enquanto, é o mesmo número do ano passado. O bairro Nova Santa Marta continua sendo o mais violento, com sete homicídios, dois a menos que em 2015. No entanto, o último assassinato nesse local foi há quase três meses. Para a polícia, é reflexo do trabalho da instituição.– Acreditamos que seja resultado também das prisões que fizemos. Dos 47 presos pela delegacia, muitos foram de crime ali, e que permanecem presos preventivamente – alega Zanella.


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– Vamos onde o crime está, fizemos um emprego mais cirúrgico da polícia. Estamos trabalhando muito com as abordagens. Neste mês, já tiramos oito armas de fogo e mais de 50 armas brancas, muitas lá na Santa Marta. Quanto mais armas tirarmos de circulação, minimizamos e até evitamos um homicídio – complementa Hernandes.

Foto: Arte DSM


 
 

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