Para evitar demissão coletiva, funcionários do hospital de Tupanciretã paralisam atividades - Diário de Santa Maria

Saúde25/11/2016 | 10h05Atualizada em 25/11/2016 | 10h05

Para evitar demissão coletiva, funcionários do hospital de Tupanciretã paralisam atividades

Sem dinheiro para pagar as contas, direção prevê fechamento da instituição

Para evitar demissão coletiva, funcionários do hospital de Tupanciretã paralisam atividades Associação dos funcionários do Hospital Brazilina Terra/Divulgação
Foto: Associação dos funcionários do Hospital Brazilina Terra / Divulgação

Os funcionários do Hospital de Caridade Brazilina Terra, de Tupanciretã, começaram, nesta sexta-feira, a paralisar as atividades durante três horas por dia – distribuídas em cada um dos turnos – como forma de pressionar a direção da instituição a não demitir todo o quadro funcional.

Na terça-feira, o diretor do hospital, Marcelo Khun Plautz, disse ao Diário que no dia 1º de dezembro todos os 92 funcionários receberiam aviso prévio e que, até dia 31, o Brazilina Terra fecharia as portas. O motivo é a dificuldade de pagar as contas.

Hospital de Tupanciretã prevê demitir todo o quadro funcional em dezembro

O presidente da associação de funcionários do hospital, Carlos Eduardo Franco de Moraes, conta que um edital da direção foi publicado chamando para uma reunião no dia 5 de dezembro, em que está pautada a demissão coletiva para posterior fechamento do hospital.

– A gente vai paralisar pela manhã, a partir das 10h30min, de tarde, a partir das 16h30min, e a partir das 20h30min de noite. Isso, até segunda-feira. Caso não haja reversão da decisão até segunda, entraremos em greve – afirma Moraes.

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Plautz relata que o hospital faz cirurgias de média e baixa complexidade, e que 90% dos atendimentos são via Sistema Único de Saúde (SUS). Para custear o sistema, recebe R$ 187.440 mensais do governo. No entanto, para Plautz, seria necessário pelo menos o dobro desse valor para manter os serviços.

Hoje, o hospital tem receita de R$ 217.640 por mês. O gasto mensal é de R$ 389.014,56, ou seja, há um déficit de R$ 171.374,56.

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A prefeitura, até junho de 2015, ajudava o hospital por meio de uma subvenção. No entanto, o valor deixou de ser repassado por dificuldades financeiras enfrentadas pelo próprio município. Somado, o valor que deixou de ser repassado chega a até R$ 470 mil.

Por mês, são feitas 21 cirurgias, 350 exames de raio-x e 120 internações. Todos os serviços deixarão de ser prestados caso uma solução não surja até 31 de dezembro.

 
 

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