Moradora de Chapecó compara queda do avião com tragédia da Kiss  - Diário de Santa Maria

#ForçaChape29/11/2016 | 16h57Atualizada em 29/11/2016 | 20h17

Moradora de Chapecó compara queda do avião com tragédia da Kiss 

Empresária conta como a cidade está reagindo à notícia do acidente na Colômbia

Moradora de Chapecó compara queda do avião com tragédia da Kiss  Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Silêncio. Nos meus 35 anos, nunca vi nada parecido. Nasci em Chapecó, estudei em Chapecó, conheci muito da vida nesta cidade. Nosso sotaque do interior, reflexo da colonização italiana, muitas vezes é motivo de chacota. A distância do litoral fez com que muitos de nós deixassem essa terra, eu inclusive, que morei por 12 anos em Florianópolis. Mas voltei, e hoje carrego o orgulho de minha terra natal. Orgulho do nosso sotaque, da prosperidade da nossa cidade e do nosso time do coração. 

A Chapecoense nos colocou no mapa e transformou nosso jeito de ser em uma lição de humildade e garra, de paixão. Hoje, não choramos apenas a dizimação cruel de nosso clube. Nosso luto é pela confiança e autoestima que aquele grupo de pessoas nos trouxe de dentro dos campos. O orgulho de ser chapecoense ultrapassou os muros da Arena Condá. Pessoas simples, que jantavam conosco nos restaurantes locais, cujos filhos estudavam com os nossos. Gente como a gente. Gente chapecoense. 

Lembro quando fiquei sabendo da tragédia da boate Kiss. Morei por dois anos em Santa Maria e conhecia poucas vítimas. Mesmo assim, aquilo me deixou transtornada. Fiquei tentando me colocar no lugar das famílias, na pele dos santa-marienses. Fiquei tentando imaginar como se sentiria uma cidade vítima de um evento assim tão brutal. 

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Infelizmente, hoje entendo, experimento o que acredito ter sido sentido naquele janeiro de 2013. Mas agora dói mais. Dói como sendo dentro da minha casa. Doeu muito quando hoje de manhã passei pelo centro da cidade e vi um grande pórtico com uma foto do Danilo de joelhos. O texto parabenizava o time pelas vitórias em 2016. Doeu mais ainda quando percebi a frase logo abaixo: Que venha 2017! 

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Não sabemos o que nos aguarda daqui pra frente. Mas uma certeza acredito compartilhar com meus conterrâneos. Como já cantavam nossos amigos do Mr Magoo em uma das músicas que embalou minha adolescência: "O Verdão é o time do meu coração".

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Fernanda Meneghel, empresária, ex-repórter do Diário de Santa Maria, moradora de Chapecó e torcedora da Chapecoense


 
 

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