Já chegam a 15 prédios ocupados na UFSM - Diário de Santa Maria

Mobilização17/11/2016 | 20h33Atualizada em 18/11/2016 | 08h08

Já chegam a 15 prédios ocupados na UFSM

Educação Física e Dança, e todas as graduações da saúde, exceto Medicina, aderiram à ocupação 

Já chegam a 15 prédios ocupados na UFSM Otacílio Neto/Arquivo Pessoal
Alunos da Educação Física e da Dança aderiram à mobilização estudantil Foto: Otacílio Neto / Arquivo Pessoal

Alunos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ocuparam, no fim da manhã desta quinta-feira, o Centro de Educação Física e Desportos (CEFD). À tarde, foi a vez de o prédio principal do Centro de Ciências da Saúde (CCS) ser tomado. Assim, chega a 15 o número de prédios ocupados na instituição desde o dia 8.

As medidas foram decididas em assembleias. As aulas dos cursos de graduação, entre eles Educação Física e Dança, estão suspensas. No CCS, apenas o curso de Medicina não aderiu à paralisação. Ainda falta deliberar sobre as aulas dos cursos de pós-graduação. Com isso, há pelo menos 31 cursos sem aulas desde o início da mobilização estudantil.

O CEFD seria utilizado como local de provas do concurso de docentes e técnicos-administrativos do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) amanhã. Os ocupantes garantiram que não impediriam a entrada dos candidatos. Porém, a reitoria do IFFar desistiu de fazer a seleção no campus.

À exceção dos ocupantes da Antiga Reitoria, cuja intenção é garantir a manutenção das aulas, os estudantes que ocupam os demais prédios da UFSM têm como bandeira a contrariedade com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, que tramita no Senado. O plano fixa o teto com gastos públicos e congela investimentos em saúde e educação por até 20 anos. O Conselho Universitário (Consun) assumiu a mesma posição. 

CCS foi ocupado ontem à tarde. Todos os cursos da saúde, exceto Medicina, aderiram à paralisação Foto: Otacílio Neto / Arquivo Pessoal

Na manhã de quinta, reunidos na Reitoria, os conselheiros manifestaram preocupação com a continuidade das atividades da instituição, dadas as restrições orçamentárias. Em nota divulgada à tarde, e assinada pelo reitor Paulo Burmann, os conselheiros pedem que "as lideranças políticas e os parlamentares que detêm o poder de decisão para uma reflexão sobre suas responsabilidades, e fazemos este manifesto pela não aprovação da PEC-241/2016, agora PEC-55/2016, no Senado Federal, e para a luta constante pela educação, pela ciência e pela inovação como bens públicos nacionais".

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Contra a PEC 55, a reforma do Ensino Médio por decreto e questões trabalhistas, os professores da UFSM discutem a possibilidade de antecipar a greve, prevista para começar a partir do dia 25. Em assembleia realizada nesta quinta, no campus, foi cogitada a antecipação da greve para a próxima segunda-feira. A maioria dos 128 professores presentes, no entanto, preferiu marcar novo encontro para fazer a votação. O evento será nesta sexta-feira, às 16h, no Auditório do Centro de Ciências Rurais (CCR).

 
 

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