Husm faz mutirão para reduzir fila de espera do SUS por cirurgias de tireoide - Diário de Santa Maria

Saúde15/11/2016 | 15h17Atualizada em 15/11/2016 | 15h35

Husm faz mutirão para reduzir fila de espera do SUS por cirurgias de tireoide

Serão atendidos pacientes de quatro cidades da Região Central

Husm faz mutirão para reduzir fila de espera do SUS por cirurgias de tireoide João Pedro Lamas/Agência RBS
Foto: João Pedro Lamas / Agência RBS

Médicos e residentes do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) fazem, nesta terça-feira, um mutirão de cirurgias de tireoide (tireoidectomia) para atender pacientes que estão há até três anos na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). Eles são de Santa Maria, São Sepé, São Francisco de Assis e São Pedro do Sul.

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De acordo com a superintendente da residência em cirurgias de cabeça e pescoço, Maria da Graça Vidal, passarão pelo procedimento seis pacientes diagnosticados com câncer de tireoide e bócio, condição que afeta a respiração e a fala do paciente devido ao aumento da glândula.

É o caso da dona de casa Elivane Veide Rubenich, 54 anos, que vive em São Pedro do Sul. No fim de 2015, ela procurou ajuda médica depois que sentiu um desconforto no pescoço. Com o exame, veio o diagnóstico: a tireoide apresentava inchaço, ou seja, um bócio.

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– Ela tinha dificuldade na fala, para respirar, e vinha passando por tratamento desde dezembro de 2015. Ela se queixava, mas os médicos disseram que não era algo que pusesse a vida dela em risco. Ela foi convivendo com o desconforto. Há uns 15 dias, nos ligaram avisando do mutirão, e viemos para que ela passasse pela cirurgia – relata o marido Marcelo Rubenich, 42 anos.

Foi mais de um ano de espera. Conforme Maria da Graça, casos menos graves são preteridos devido aos casos de urgência (onde a vida do paciente corre risco). Outro motivo para a demora é a dificuldade de infraestrutura que o Husm enfrenta para que as cirurgias eletivas (com maior complexidade) sejam possíveis.

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– Há médicos disponíveis, mas só há sete salas para uso em cirurgias de diversas especialidades. Por causa disso, só podemos fazer os procedimentos em um turno de três dias na semana: segunda, quarta e sexta-feira. Ontem (segunda) mesmo, uma das cirurgias levou sete horas. A fila não vai diminuir desse jeito – relata Maria da Graça.

Hoje, há 40 pessoas na fila para as cirurgias oncológicas (mais graves e onde é necessária a retirada de toda a tireoide) e 70 benignas (menos graves). A ampliação do Husm, obra que está em andamento, e a entrega do Hospital Regional, cuja gestora está em definição, também ajudariam na solução (ou amenização) do problema, no entanto, Maria da Graça afirma que "essas pessoas precisam de atendimento para agora", e não "para mais adiante".

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Como nesta terça-feira é feriado, o bloco cirúrgico estaria livre. Não seria um dia para cirurgias, mas os médicos se reuniram e decidiram que o mutirão precisava ser feito. Cada procedimento deve levar, em média, uma hora para ser concluído. Quatro médicos trabalham com a ajuda de quatro residentes.

Nesta quarta, mais dois pacientes devem ser atendidos. No dia 30 de novembro, deve haver um mutirão nacional em todos os hospitais que fazem parte da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), gestora do Husm. Serão feitas 15 cirurgias para retirada de câncer de pele no hospital.

 
 

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