Há 31 anos, João faz a cocada mais famosa de Santa Maria - Diário de Santa Maria

Centro15/11/2016 | 10h01Atualizada em 15/11/2016 | 13h05

Há 31 anos, João faz a cocada mais famosa de Santa Maria

A iguaria adoça o paladar dos santa-marienses desde a metade da década de 1980

Há 31 anos, João faz a cocada mais famosa de Santa Maria Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS
Dandara Flores Aranguiz
Dandara Flores Aranguiz

dandara.aranguiz@diariosm.com.br

Não se sabe se a cocada é do João ou se João é da cocada. Há 31 anos, criador e criatura se misturam de tal forma que fica difícil lembrar de um sem lembrar do outro. Aos 65 anos, João Jerônimo de Melo Sodré, morador da Vila Belga, segue na produção do doce – mais tradicional no nordeste e sudeste do país – e adoçando o paladar dos santa-marienses desde a metade da década de 1980.

Conheça a inspiradora árvore poética do bairro Rosário

Com simpatia única, João e o companheiro, o artesão Carlos Alberto da Cunha Flores, o Kalu, distribuem sorrisos e cultivam amizades à frente da banca de cocadas. Carioca, João se mudou para Santa Maria na metade de 1975, quando veio cursar Zootecnia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Lá, conheceu Kalu e, desde 1978, os dois estão juntos. São 38 anos de união e parceria. Depois de formados, os dois foram embora do Rio Grande do Sul. Foi então que a culinária entrou na vida de João. Os dois tinham um bar, na praia de Jaconé, em Saquarema, município da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

Há 31 anos, Dilceu adoça a vida de quem passa da Floriano com a Pasqualini

– Lá eu fiz curso de panificação, confeitaria. Mas não fazia muita cocada. Aí nós resolvemos voltar para cá. Em 1985 abrimos uma loja de produtos naturais na Rua Serafim Valandro. Ela funcionou durante três anos. Aí comecei a fazer cocada de açúcar mascavo. Cocada é uma coisa que todo mundo gosta e como eu era apaixonado por coco, resolvi arriscar. E deu certo. Com o tempo resolvemos criar novos sabores e sigo fazendo até hoje – explica João.

Conheça a doceira que cresceu junto com o bairro Medianeira

O frio do sul do Brasil continua sendo o único problema para o fazedor de cocadas, que confessa ainda não ter se acostumado ao inverno. Mas a serenidade e calmaria de Santa Maria, comparada com a agitação e correria do Rio, é que fazem a diferença. Com o passar do tempo, a fama das cocadas só aumentou.

João e o companheiro (à esq.), o artesão Kalu, distribuem sorrisos e cultivam amizades à frente da banca de cocadas Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

– Eu gosto das panelas. Gosto de fazer o que faço, sempre estou bolando alguma coisa. Estou sempre pesquisando, aprimorando os sabores. Sou muito exigente comigo mesmo, a receita está sempre mudando, e acho que isso é que faz sucesso. Gosto de estar em contato com o público, conversando, trocando ideia, criando novos amigos. As pessoas me encontram na rua, no bar e se lembram de mim, e isso é muito bom – relata João, que atualmente faz um curso de gastronomia, para "atualizar" o currículo.

Ao todo, são oito sabores: tradicional, leite condensado, maracujá, amendoim, uva passa, coco queimado, coco queimado com chocolate e abacaxi. Hoje, a delícia pode ser encontrada nas edições do Brique da Vila Belga, no Pátio Rural, na Feira do Livro e na feirinha de produtos artesanais que ocorre na primeira semana de cada mês na Rua Astrogildo de Azevedo, a 24 Horas, no Centro.

 
 

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMMulher é assassinada na região oeste de Santa Maria https://t.co/PjnX8VoQqu https://t.co/xgnVH6iXCChá 5 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMPelos trilhos, chegou o samba em Santa Maria https://t.co/sVGmCS0tNY https://t.co/ICHoOh2gYmhá 8 horas Retweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros