Estudantes ocupam mais dois prédios na UFSM - Diário de Santa Maria

Educação09/11/2016 | 20h10Atualizada em 10/11/2016 | 10h23

Estudantes ocupam mais dois prédios na UFSM

Alunos protestam contra o congelamento de investimentos em saúde e educação

Estudantes ocupam mais dois prédios na UFSM Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Depois de os estudantes do curso de Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ocuparem o prédio 17 do campus de Camobi na terça-feira, na quarta, centenas de alunos das graduações do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) decidiram pela ocupação de pelo menos mais dois prédios (74A e 74C), ambos do CCSH, no campus.

UFSM tem a primeira ocupação

A decisão saiu de uma reunião no hall do prédio 74C, um dos ocupados, no final da tarde de quarta. O encontro, chamado pelo Facebook, levou centenas de estudantes ao hall do edifício, por volta das 17h. Os alunos votaram e a maioria aprovou primeiro a ocupação dos prédios e, depois, a não manutenção das aulas durante as ocupações.

– A PEC só vai beneficiar os grandes empresários, à elite econômica, então, não tem porque não radicalizarmos agora e colocarmos o dedo na ferida do governo – disse um aluno que defendeu a ocupação sem aulas.

Professores e servidores da UFSM fizeram assembleias nesta terça-feira

Os alunos também decidiram sobre a criação de comissões como a de comunicação para divulgar as ações do movimento.

O chamamento feito por meio da rede social, explicava o motivo da reunião: "Dada a atual conjuntura, de retrocessos políticos e retiradas de direitos, estamos chamando uma reunião aberta para todos e todas as estudantes do Centro de Ciências Sociais e Humanas da UFSM participarem, a fim de construirmos a unidade da luta contra, dentre outras, a reforma da previdência e trabalhista, a PEC 55 (antiga PEC 241), reforma do Ensino Médio, PLC das terceirizações, lei da mordaça, e outros ataques à nós estudantes e trabalhadores."

Na quinta-feira, às 17h, ocorre a Assembleia Geral Estudantil, no Auditório do Centro de Ciências Rurais (CCR), no campus, em Camobi. Para sexta, está marcado Ato em Defesa da Saúde, educação e previdência, às 17h na Praça Saldanha Marinho.

Não há informações sobre o número exato de estudantes que permanecem nos prédios. Os estudantes dizem que não falarão diretamente com a imprensa, somente por meio de nota. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) vai aguardar a assembléia desta quinta para se posicionar.

Em entrevista à Rádio Universidade na manhã de quinta, o reitor Paulo Burmann se manifestou sobre as ocupações e sobre a PEC 55 (confira a íntegra de entrevista aqui).

_ O desafio está em sensibilizar os nossos senadores, nos próximos dias, do equívoco que pode estar envolvido na tramitação e, particularmente, na inclusão da educação e da saúde, nesse congelamento dos gastos, na limitação de investimento _ disse o reitor. 

 
 

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