DCE da UFSM questiona teor da assembleia realizada na quinta-feira - Diário de Santa Maria

Ocupação13/11/2016 | 20h48Atualizada em 13/11/2016 | 20h48

DCE da UFSM questiona teor da assembleia realizada na quinta-feira

Diretório da Federal questiona o fato de estudantes e professores serem barrados nas salas de aula

DCE da UFSM questiona teor da assembleia realizada na quinta-feira Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

A participação na assembleia que reuniu cerca de 5 mil alunos no campus da UFSM, na quinta, dava indícios de que, independentemente do lado, o momento demonstrava o nível de diálogo e politização dos estudantes. Os participantes pró-ocupação, medida adotada em contrariedade às propostas de austeridade fiscal do governo federal, foram maioria e venceram o debate.

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Na sexta-feira, porém, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição, responsável por convocar a convenção, emitiu uma nota em sua fanpage no Facebook reforçando que ¿nenhuma assembleia estudantil tem legitimidade para votar e aprovar a supressão de direitos, tais como o direito de ir e vir e o direito à educação¿. Por isso, buscariam medidas legais cabíveis para tentar garantir que os estudantes que quiserem ter aula não sejam impedidos, mesmo que os defensores da manutenção do calendário acadêmico representem a minoria. A medida foi encarada como uma manobra e reacendeu os ânimos prós e contras nas redes sociais.

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Carolina Rothmann, coordenadora geral do DCE, afirma que a entidade não questiona a legitimidade da assembleia, mas, sim, o teor daquilo que foi deliberado. Ela ressalta ainda que o DCE apoia manifestações como as ocupações, no sentido de que a livre manifestação também é um direito, mas desde de que elas não obriguem que todos participem mesmo contra a vontade:

– A gente vai para outra questão, que é barrar estudantes e professores de entrar em sala de aula.

Neste domingo, a Gestão A Pós Resiste da Associação de Pós-Graduandos da UFSM encaminhou nota à imprensa rechaçando a posição do DCE e manifestando total apoio à decisão da assembleia.

¿Suprimir direitos é o que pretende a Proposta de Emenda Constitucional nº 55, proposta rechaçada por ampla maioria em todas as Assembleias Estudantis que têm acontecido na Universidade. Dizer que as ocupações suprimem o direito à educação e de ir e vir é dar uma resposta rasteira e simplória a uma questão política profunda e de grande complexidade, algo até mesmo inesperado vindo de uma entidade representativa de estudantes de Ensino Superior¿, diz um trecho.

 Movimento contraocupação

Também na sexta, estudantes contrários às ocupações ocuparam a antiga Reitoria da UFSM, no Centro, em movimento de contraocupação. O panora foi explicado em nota na panpage do Desocupa UFSM. ¿Alunos de Ciências Contábeis, Administração, Direito, Agronomia, Engenharias e outros cursos, além de membros do DCE, estão organizando um movimento de contraocupação que busca garantir que o prédio não seja fechado por um grupo autoritário que quer impor sua posição ideológica sobre todos os alunos da UFSM¿, diz trecho da nota.

 
 

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