Um ano depois do temporal que causou danos em Santa Maria, há obras que sequer começaram - Diário de Santa Maria

Infraestrutura14/10/2016 | 07h31Atualizada em 14/10/2016 | 09h33

Um ano depois do temporal que causou danos em Santa Maria, há obras que sequer começaram

Ainda há muito trabalho pela frente para reconstruir pontes em distritos, ginásio poliesportivo e o Museu de Arte de Santa Maria 

Um ano depois do temporal que causou danos em Santa Maria, há obras que sequer começaram 1/Agencia RBS
Desde o temporal Travessa dos Remadores, no bairro Campestre do Menino Deus, conta com uma ponte provisória Foto: 1 / Agencia RBS

A prefeitura de Santa Maria contabilizou quase R$ 16 milhões em danos a estradas, ruas, avenidas e prédios públicos devido aos estragos causados pelo temporal que atingiu 15 outubro de 2015. Um ano depois, nem tudo foi recuperado. 

O proprietário rural José Dirlei Schramm, 66 anos, anda todos os dias pela Estrada São Sebastião, no distrito de Arroio do Só. Ele passa por quatro pontes para chegar até a sua propriedade. Uma delas pode cair, ele teme:

– Quando faz dia bom, como hoje (ontem), não tem problema. Quando chove é que há risco.

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Essa foi uma das 27 pontes e pontilhões que caíram com o temporal – a maioria, no interior do município. Mais de 260 quilômetros de estradas em comunidades dos distritos de Arroio Grande, Passo do Verde, Santa Flora e Arroio do Só foram castigadas, o que demandará um investimento de cerca de R$ 4 milhões em reparos.

No perímetro urbano, cerca de R$ 8 milhões vem sendo investidos em pavimentação e construção de sistemas de escoamento e asfaltamento, segundo a prefeitura. Porém, há três importantes obras que andaram pouco ou nada desde então.

Pontes

Travessia que dá acesso à Cidade dos Meninos, em Camobi, alaga em dias de chuva forte Foto: 1 / Agencia RBS

A prefeitura espera, há cerca de um mês, a liberação de recursos da União para a reconstrução de três pontes destruídas no temporal de outubro. As estruturas ficavam na Cidade dos Meninos, em Camobi; a Estrada São Sebastião, no distrito de Arroio do Só; e a Travessa dos Remadores, no bairro Campestre do Menino Deus.

Em nota, o Ministério da Integração diz já ter autorizado repasse de R$ 1,5 milhão. No entanto, está pendente a ¿documentação comprovatória sobre a contratação das obras¿, já que os recursos só são liberados de acordo com a execução das obras, por meio de prestação de contas parcial. Segundo a prefeitura, a documentação já foi encaminhada ao ministério.Enquanto a questão não é superada, moradores das localidades lidam, no dia a dia, com o risco de fazer a travessia.

– Hoje a água está baixa, mas quando chove, estopem os canos. A água que passa por baixo sobe e alaga a ponte. Aí, não dá para passar. E ela está desabando – diz Ruan Flores, 21 anos, que vive perto da Cidade dos Meninos.

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O contrato com as empresas que vão ficar responsáveis pela reconstrução das pontes foi assinado há um mês. As obras deveriam ficar prontas em 90 dias, mas nem começaram. Ao todo, serão investidos R$ 779.748,95 nas estruturas.

Museu de Arte de Santa Maria (Masm)

Piso do Masm ficou danificado graças aos oito meses que ficou sem cobertura e precisará ser substituído Foto: 1 / Agencia RBS

A prefeitura já licitou a última etapa da reforma do Museu de Arte de Santa Maria (Masm), iniciada em maio: a recuperação do piso, da iluminação e da pintura. A primeira fase foi dedicada à recuperação do telhado, que foi arrancado no vendaval do ano passado.O Masm ficou praticamente interditado até julho de 2016, quando o telhado ficou pronto. Conforme a secretária de Cultura, Marília Chartune, o plano era licitar a obra completa. No entanto, engenheiros da prefeitura acreditaram que o atual piso de madeira poderia se recuperar e, por questão de economia, optou por aguardar. Como o piso vai ter de ser trocado, foi lançado um projeto e lançar uma nova licitação.Além dos R$ 100 mil já investidos no telhado, outros R$ 113 mil devem ser investidos na etapa final da obra.

Guarani-Atlântico

Foto: 1 / Agencia RBS

A recuperação do Ginásio Guarani-Atlântico, no bairro Salgado Filho, deve custar R$ 300 mil aos cofres públicos, estima a prefeitura. O temporal de outubro de 2015 arrancou a cobertura do ginásio, que, sob a ação do tempo, ganhou outros danos. 

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O Ministério da Integração Nacional se negou a mandar recursos para os reparos, por não estar convencido de que o dano fora causado pela intempérie. Recentemente, após negociação, o ministério voltou atrás.Na última segunda-feira, engenheiros vistoriaram o local para que a Secretaria de Esporte e Lazer encaminhe a licitação. 

Não há data para a publicação do edital, mas a expectativa é de que saia até o fim do ano. Obras, só no ano que vem.

 
 

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