Repasse de R$ 6 milhões e mutirão de cirurgias: as novidades em visita da Ebserh ao Husm  - Diário de Santa Maria

Saúde11/10/2016 | 20h09Atualizada em 12/10/2016 | 13h41

Repasse de R$ 6 milhões e mutirão de cirurgias: as novidades em visita da Ebserh ao Husm 

Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares esteve em Santa Maria nesta terça-feira e fez anúncios importantes 

Repasse de R$ 6 milhões e mutirão de cirurgias: as novidades em visita da Ebserh ao Husm  Jean Pimentel/Agencia RBS
Kleber Morais, presidente da Ebserh, e Elaine Resener, superintendente do Husm Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Pela primeira vez em Santa Maria nesta terça-feira, o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Kleber Morais, revelou um repasse de R$ 6 milhões ao Hospital Universitário (Husm) para a aquisição de medicamentos, um novo gerador de energia elétrica, entre outros equipamentos e consumos. 

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Além do valor, que será destinado até a próxima segunda-feira ao Husm, a Ebserh anunciou uma atividade pioneira no Brasil e que irá envolver profissionais dos 39 hospitais administrados pela empresa: um mutirão para cirurgias em 30 de novembro. Até a próxima segunda-feira, o Husm deverá informar à Ebserh qual a especialidade que será atendida na cidade e que ajudará a desafogar a lista de espera de pacientes.

— A Ebserh precisa ser pensada em rede. Se eu tenho um especialista em próstata em Florianópolis, e Santa Maria estiver precisando de um profissional dessa área em 30 de novembro, ele vai participar do mutirão. Vai haver uma troca dependendo da necessidade de cada hospital. Além disso, é uma forma de criar um canal de comunicação e um vínculo entre os próprios profissionais e hospitais — explica Morais.

Durante a manhã, Morais e o vice Laedson Bezerra acompanharam o anúncio de algumas novidades nos serviços do hospital, como o agendamento de consultas por telefone e a informatização de pedidos de exames — o médico solicitará e consultará os resultados só pelo computador. Outra mudança é que o Husm concentrará em um mesmo turno as consultas e exames para os pacientes de uma mesma cidade.

À tarde, os representantes da Ebserh realizaram visitas às obras da Central de UTIs (foto abaixo), que foram retomadas há dois meses e devem ficar prontas em agosto de 2017, à sala que receberá o acelerador linear, ao laboratório de análise clínica, e mais setores que passam por reformas.

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

O investimento de R$ 6 milhões no Husm faz parte de montante destinado pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), do Ministério da Educação. Segundo Morais, novas melhorias devem ser anunciadas antes do final do ano.

Em 2015, a antiga administração da Ebserh anunciou 1,6 milhão para a troca de elevadores no Husm. O valor nunca chegou a ser enviado.

— A gente tem 39 hospitais na rede. Estamos avaliando o que é mais necessário. Obviamente, o elevador precisa. Mas ele ainda está funcionando, diferentemente de uma UTI ou de uma ação direta com leitos, que são preciosos — avalia Morais.

Ainda nesta terça-feira, o Husm e a Ebserh assinaram um termo de cooperação técnica do Protocolo CT do Bem para transferência de tecnologia aos hospitais da rede Ebserh. O Protocolo CT do Bem, que foi desenvolvido por profissionais do Husm, reduz em 20 vezes a exposição de pacientes à radiação em tomografias.

Exame de suor

Desde setembro, o Husm passou a ser o único hospital da Região Central a realizar o teste da condutividade do suor para diagnóstico da fibrose cística pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O ambulatório de pediatria do Husm adquiriu um equipamento para realizar o exame nas crianças. O teste é indolor, rápido e pode ser realizado após as primeiras 48 horas de vida. O aparelho custou R$ 25,2 mil. Até então, no interior do Estado, não havia hospitais públicos que realizassem o teste. Os exames são feitos todas as terças-feiras pela manhã.

E o hospital regional?

Sobre uma possível gestão do hospital regional, que chegou a fazer parte dos planos do governo do Estado, mas não avançou, Morais explica:

— O que nós temos hoje são mais ou menos uns 15 hospitais do Brasil querendo aderir à Ebserh. Para ser feita essa adesão, se o hospital for de uma universidade federal, é realizada uma avaliação e um contrato. Se ele for do município, do Estado ou mesmo particular, qualquer um desses entes precisa passar o hospital para uma universidade federal. A partir daí, deve-se fazer a avaliação patrimonial e ver a parte de recursos humanos e a viabilidade. Nesse hospital aqui de Santa Maria já tinha a intenção, e acho que o Estado continua tendo. Provavelmente, faremos uma visita ainda hoje (ontem) para dar uma olhada na estrutura.  

 
 

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