Policiais são responsabilizados por agressão contra manifestantes em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Investigação14/10/2016 | 11h13Atualizada em 14/10/2016 | 11h14

Policiais são responsabilizados por agressão contra manifestantes em Santa Maria

Polícia Civil concluiu dois dos quatro inquéritos que investigam o confronto na Av. Presidente Vargas

Policiais são responsabilizados por agressão contra manifestantes em Santa Maria Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

A Polícia Civil concluiu que policiais militares (o número exato de servidores não foi informado) serão responsabilizados por agredir manifestantes no dia 11 de agosto em Santa Maria. Esse é o segundo inquérito concluído dos quatro abertos para investigar o confronto que aconteceu na Avenida Presidente Vargas, bairro Nossa Senhora de Fátima, dentro da Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa.

Suspeitos de agredir policiais em Santa Maria responderão por desobediência e desacato

De acordo com o delegado Jun Sukekava, responsável pela investigação, por meio de provas testemunhais e de registros de câmeras de segurança foi possível concluir a agressão aos manifestantes por parte dos policiais, que vão responder por isso.

– Esse procedimento [termo circunstanciado] será remetido à Justiça. Há um inquérito militar em andamento. É possível que haja uma transação penal [já que o delegado dá conta de um inquérito civil]. Apesar disso, os inquéritos andam em paralelo – explica Sukekava.

Polícia instaura quatro inquéritos para investigar confronto entre BM e manifestantes em Santa Maria

O delegado não entra no mérito de quantos policiais foram responsabilizados e quantos manifestantes teriam sido agredidos. Conforme o 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), o inquérito policial militar (IPM) ainda não foi concluído.

Inquéritos

A Polícia Civil instaurou quatro inquéritos para a investigar o confronto entre a Brigada Militar (BM) e manifestantes que deixou feridos dos dois lados.

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Além desse, já foi concluído um inquérito que responsabilizou manifestantes por desobediência e desacato. Ainda faltam ser concluídos dois inquéritos que apuram se houve agressões por parte dos manifestantes contra os policiais. São dois porque houve envolvimento de adolescentes, então um procedimento foi aberto pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) e outro pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

O caso

Oito policiais acompanhavam um grupo de manifestantes ao longo da Avenida Presidente Vargas na noite de 11 de agosto, quando acontecia um "ato contra o sucateamento da educação pública e pelos direitos estudantis".

Quando os manifestantes tentaram bloquear o trânsito na esquina com a Rua Visconde de Pelotas, foram impedidos pelos PMs, momento em que teria começado o confronto.

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A polícia alega que foi agredida a pedradas e com bastões que sustentavam bandeiras e faixas carregadas pelos manifestantes. Um dos policiais ficou ferido.

Parte do grupo fugiu e teria pulado o muro do Colégio Cilon Rosa, onde teria sido agredido pelos policiais. Houve pelo menos oito detidos. Cinco policiais ficaram feridos. Mas o número de manifestantes que ficaram machucados ainda não foi contabilizado pela investigação.

 
 

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