PF investiga venda de dinheiro falso em perfil de rede social de Santa Maria - Diário de Santa Maria

investigação17/10/2016 | 08h05Atualizada em 17/10/2016 | 08h05

PF investiga venda de dinheiro falso em perfil de rede social de Santa Maria

Anúncio de cédulas é feito na página "facebrick santa maria" com regularidade. Delegado acredita que criminosos são de fora da cidade e sequer entregam as notas falsificadas aos compradores

PF investiga venda de dinheiro falso em perfil de rede social de Santa Maria Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução / Facebook

A internet e, principalmente, as redes sociais tornaram-se uma boa oportunidade para quem quer comprar e vender produtos usados ou novos. No entanto, nem tudo pode ser vendido na rede. Na edição do dia 8 de junho deste ano, o Diário publicou reportagem sobre uma série de produtos que não podem ser comercializados na internet ou que podem levar o anunciante ou o comprador a cometer algum crime. Depois do anúncio de armas e até de gado por menos da metade do preço, agora cédulas de dinheiro falsas estão sendo oferecidas em um grupo de brique no Facebook.

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Como as notas falsas estão sendo anunciadas em grupos locais da rede social, a Delegacia da Polícia Federal em Santa Maria está investigando o caso.Ainda não há confirmação exata do dia, mas as postagens oferecendo as notas falsas no grupo "facebrick santa maria" estariam sendo feitas pelo menos desde o início de setembro. Na publicação, um perfil divulga: "Chegou mais de primeira linha. Tem muitos vendendo mas os que entregam são poucos!!!", diz a publicação.O anúncio apresenta os valores das cédulas que são vendidas, além de endereços eletrônicos, como um site e uma fanpage do Facebook em que também pode ser feita a negociação.

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Em publicações do dia 29 de setembro, o perfil disponibiliza um número de telefone celular, e em outra, do dia 4 de outubro, aparece outro contato. Ambos da área 51. As postagens, no entanto, não ficam no ar por muito tempo. A publicação é feita diversas vezes, mas excluídas em até cinco minutos.

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No anúncio não há informações de qual o valor para compra das notas. Em reportagem feita pelo Diário Gaúcho, já que a prática também foi constatada em um grupo da Região Metropolitana, era possível comprar R$ 1,1 mil falsos por R$ 100 verdadeiros. E consta no anúncio que, depois do pagamento ser feito por depósito bancário ou transferência, as notas são enviadas pelos Correios.

Foto: Facebook / reprodução

Criminoso ou vítima?

Nesse contexto, quem compra as notas pode ser tanto vítima quanto criminoso. Quem adquire as cédulas falsificadas incorre no mesmo crime de quem fabrica, previsto no artigo 289 do Código Penal, que prevê pena de três a 12 anos de cadeia.

Mas, quem compra, também pode estar sendo vítima de um golpe, que, diga-se de passagem, não poderá ser denunciado, já que o comprador também está praticando um crime. Assim como as notas, o anúncio pode ser falso e, mesmo mediante o pagamento das notas, elas podem não ser entregues, o que configuraria crime de estelionato.– Ao que tudo indica é gente de fora. 

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Imaginamos que se trate de um estelionato em vez de falsificação de cédulas – afirma o delegado Getúlio de Vargas, chefe da Delegacia da Polícia Federal em Santa Maria.
*Colaborou Izaur Monteiro

Foto: Facebook / reprodução

Estado é o sexto em notas falsas

O Banco Central do Brasil (BCB) faz o controle de notas falsificadas apreendidas ou retidas em todo o país, seja em apreensões da polícia ou até mesmo as notas que chegam aos bancos. Até o dia 30 de setembro deste ano, só no Rio Grande do Sul, foram 17.656 notas retidas, o que deixa o Estado na sexta posição nacional. O recordista é São Paulo, com 112.927 notas.

Em todo o país, até agora, são pouco mais de 350 mil cédulas falsas tiradas de circulação.O levantamento é feito desde 2008. O recorde foi registrado em 2009, quando foram apreendidas 36.406 notas falsas. A menor quantidade registrada desde quando o BCB passou a contabilizar foi justamente no ano passado, com 22.301 notas.As cédulas têm elementos de segurança que certificam sua veracidade. Todas as informações sobre a primeira família e a segunda família do Real estão disponíveis no site do Banco Central do Brasil.

As 11 características das notas de R$ 2 e R$ 5 da primeira família são marca d¿água, fibras coloridas, impressão em alto relevo, fundos especiais, microimpressões, registro coincidente, numeração, imagem latente, marca tátil, fibras luminescentes e microchancelas. As notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 possuem um 12º elemento: o fio de segurança.

As cédulas da segunda família têm até oito elementos de segurança, dependendo da nota. Em todas, há marca d¿água, quebra-cabeça, número escondido, microimpressões, alto relevo e elementos fluorescentes. Faixa holográfica há apenas nas de R$ 50 e R$ 100. Já número que muda de cor aparece nas de R$ 10 e R$ 20 reais, e fio de segurança, nas notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.

Foto: Arte DSM
 
 

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